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China investiga presidente de empresa de aguardente de arroz 

A Yibin Wuliangye, um dos principais produtores de ‘baijiu’, a aguardente de arroz mais popular da China, anunciou a detenção do seu presidente, Zeng Congqin, que está a ser investigado no âmbito da campanha anticorrupção de Pequim

Lusa - China

A Comissão de Inspeção Disciplinar da província de Sichuan, no centro do país, informou no fim de semana que Zeng, que acumulava o cargo de secretário do Partido Comunista Chinês (PCC) na empresa, está a ser investigado por “graves violações da disciplina do Partido e da lei”.

Embora a Wuliangye não tenha fornecido detalhes sobre o caso no comunicado enviado à Bolsa de Shenzhen, onde está cotada, a formulação utilizada pela comissão é habitualmente empregue em processos relacionados com corrupção.

A empresa afirmou que a detenção de Zeng, de 57 anos, “não terá um impacto significativo” na produção e nas operações, acrescentando que os restantes membros da direção continuam a desempenhar as suas funções normalmente. Após a divulgação da notícia, as ações da Wuliangye caíam 0.93% em Shenzhen.

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O nome de Zeng deixou de constar da lista de administradores no ‘site’ da empresa. A última aparição pública do responsável ocorreu a 24 de fevereiro, quando proferiu um discurso no qual abordou, entre outros temas, a integridade na luta contra a corrupção.

Depois de ocupar vários cargos em administrações locais, Zeng ingressou na empresa em 2019 como subsecretário do PCC, ascendendo a secretário em 2022, em substituição de Li Shuguang, que foi alvo de investigação por corrupção anunciada em janeiro de 2025 e posteriormente sujeito a processo judicial.

No ano passado, foi aberta uma investigação semelhante contra Ding Xiongjun, presidente da Kweichow Moutai, o produtor mais conhecido do país, juntando-se a dois dos seus antecessores, Yuan Renguo (2019) e Gao Weidong (2022), ambos condenados a prisão perpétua.

Em 2025, Pequim proibiu o que classificou como “banquetes excessivos” envolvendo empresários e altos funcionários, nos quais o ‘baijiu’ era presença habitual, medida que contribuiu para que empresas como a Moutai e a Wuliangye registassem os piores crescimentos de faturação ou lucros numa década.

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