Multiplicam-se em Marrocos os apelos nas redes sociais a uma nova entrada em massa de migrantes em Ceuta e Melilla no próximo dia 15 de agosto. As autoridades marroquinas reforçaram o dispositivo policial junto às fronteiras, embora, até ao momento, não tenham sido registadas novas concentrações significativas de migrantes.
Segundo a Agência Lusa, citada pelo Observador, a situação nas zonas fronteiriças mantém-se aparentemente tranquila. Em Fnideq, junto a Ceuta, as entradas e saídas decorrem normalmente, enquanto na região de Nador, próxima de Melilla, também não foram registadas novas chegadas de migrantes.
Apesar disso, a presença policial continua elevada devido à preocupação das autoridades com os apelos à tentativa de entrada em massa.
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Os recentes episódios migratórios provocaram dezenas de mortes. A Associação Marroquina dos Direitos Humanos contabiliza 141 mortos e 111 detenções, enquanto as autoridades marroquinas reconhecem 14 vítimas mortais no seu território.
A organização de direitos humanos criticou a política migratória de Marrocos e acusou o país de assumir o papel de “gendarme da Europa”. A questão migratória surge também num contexto pré-eleitoral, com partidos da oposição a relacionarem as tentativas de migração com problemas sociais e económicos que afetam sobretudo os jovens.