A crise migratória em Ceuta continua a agravar-se, com cerca de 1.100 menores migrantes não acompanhados ainda na cidade autónoma espanhola. As autoridades locais alertam que a capacidade de resposta dos serviços de acolhimento foi ultrapassada, descrevendo a situação como “insustentável”.
Segundo o presidente do Governo de Ceuta, Juan Jesús Vivas, os centros destinados a menores funcionam muito acima da sua capacidade, obrigando à utilização de espaços provisórios para acolher as crianças e adolescentes que chegaram nos últimos dias.
A pressão sobre os serviços sociais levou o executivo local a pedir ajuda urgente ao Governo de Espanha e às restantes comunidades autónomas, defendendo a redistribuição dos menores por outras regiões do país para aliviar a sobrelotação.
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As autoridades admitem que as estruturas atualmente disponíveis são insuficientes para garantir um acompanhamento adequado, estando em curso a adaptação de novas instalações para responder à emergência humanitária.
A situação preocupa também as organizações de apoio aos migrantes, que alertam para a necessidade de assegurar proteção, assistência médica, apoio psicológico e condições dignas de acolhimento para as crianças que atravessaram a fronteira sozinhas.
Entretanto, cresce o receio de um novo aumento da pressão migratória. Nas redes sociais circulam mensagens que apelam a uma nova tentativa de entrada em Ceuta no próximo 15 de agosto, cenário que poderá agravar ainda mais a situação numa cidade que já enfrenta dificuldades para responder ao elevado número de menores acolhidos.