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CGD, BCP, Santander, BPI e Novo Banco: quem lucrou mais e o que explica os resultados

Os cinco maiores bancos portugueses voltaram a apresentar lucros elevados no primeiro semestre de 2026. Margem financeira, crédito e comissões continuam a impulsionar a rentabilidade do setor.

Os cinco maiores bancos a operar em Portugal voltaram a apresentar resultados sólidos no primeiro semestre de 2026, acumulando lucros superiores a 2,5 mil milhões de euros. Apesar da descida das taxas de juro iniciada pelo Banco Central Europeu (BCE), a banca continua a beneficiar de margens financeiras elevadas, do crescimento da atividade comercial e de baixos níveis de incumprimento.

Caixa Geral de Depósitos mantém liderança

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) voltou a destacar-se entre as instituições financeiras portuguesas, mantendo-se como o banco com os resultados mais elevados no primeiro semestre.

O desempenho foi sustentado pela margem financeira, pelo aumento do crédito concedido e pela forte posição no mercado dos depósitos, mantendo também elevados níveis de capitalização e reduzidas perdas com crédito malparado.

Millennium BCP reforça resultados

O Millennium BCP voltou a apresentar um semestre positivo, beneficiando não apenas da atividade em Portugal, mas também da operação na Polónia, que continua a representar uma parcela importante dos resultados do grupo.

A evolução do crédito à habitação, o financiamento às empresas e as receitas provenientes das comissões contribuíram para o crescimento da rentabilidade.

Santander Totta continua entre os mais rentáveis

O Santander Totta manteve-se entre as instituições mais lucrativas do setor bancário nacional.

A forte atividade comercial, a expansão da carteira de crédito e a captação de novos clientes permitiram ao banco continuar a apresentar resultados robustos, mesmo num contexto de descida gradual das taxas de juro.

BPI beneficia da eficiência operacional

O BPI voltou a registar lucros expressivos, apoiado na melhoria da eficiência operacional e no crescimento da atividade bancária.

Leia mais: Crédito à habitação, depósitos e comissões: de onde vem o dinheiro que alimenta os lucros da banca?

Além da margem financeira, o banco continuou a reforçar receitas através da comercialização de produtos financeiros, seguros e serviços de investimento.

Novo Banco consolida recuperação

O Novo Banco prosseguiu a trajetória de recuperação iniciada nos últimos anos, apresentando resultados positivos e reforçando a sua posição financeira.

A redução do crédito em incumprimento, a contenção de custos e o aumento da atividade comercial permitiram consolidar a rentabilidade da instituição.

O que explica estes lucros?

A principal fonte de receitas continua a ser a margem financeira, ou seja, a diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e aqueles que são pagos pelos depósitos dos clientes.

O crescimento do crédito à habitação, a procura por financiamento por parte das empresas e as receitas obtidas através das comissões bancárias — como manutenção de contas, cartões, transferências, seguros e gestão de património — continuam igualmente a sustentar os resultados.

Outro fator determinante é o baixo nível de incumprimento. Com menos créditos em risco, os bancos necessitam de constituir menos imparidades, permitindo transformar uma maior parte das receitas em lucro.

Apesar da ligeira desaceleração face aos máximos registados em 2025, os resultados confirmam que a banca portuguesa continua a atravessar um período de elevada rentabilidade. Ainda assim, os analistas antecipam que a continuação da descida das taxas de juro possa reduzir gradualmente a margem financeira nos próximos trimestres, obrigando as instituições a reforçar outras áreas de negócio para manter os níveis atuais de lucros.

 

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