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Irão: PCC promete reforçar segurança energética face à guerra

A cúpula do Partido Comunista Chinês (PCC) apelou no dia 28 ao reforço da segurança energética face ao impacto da subida dos preços do petróleo e do gás, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão

Lusa - China

O Presidente chinês, Xi Jinping, presidiu numa reunião do Politburo na qual foi sublinhada “a necessidade de enfrentar de forma sistemática as perturbações e desafios provenientes do exterior”, segundo um comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

Perante a conjuntura, a liderança do PCC defendeu a importância de “responder às diversas incertezas com a certeza do desenvolvimento de alta qualidade”, numa referência ao novo modelo económico que Pequim procura consolidar, num contexto de abrandamento do crescimento.

Os dirigentes apontaram ainda para uma política fiscal “mais proativa” e uma política monetária “moderadamente flexível”, com liquidez “ampla” no sistema financeiro, bem como para medidas de estímulo à procura interna, estabilização do emprego e das expectativas dos mercados.

Entre as preocupações destacadas estão também a taxa de câmbio do yuan, o setor imobiliário, a concorrência excessiva em alguns setores, a dívida oculta de governos locais e a necessidade de avançar na regulação da inteligência artificial.

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No plano energético, o Politburo apelou ao reforço da planificação e construção de novas redes hídricas e elétricas, infraestruturas subterrâneas urbanas e sistemas de computação, comunicações e logística. “É necessário (…) promover o arranque de projetos-chave quando as condições forem adequadas”, refere o comunicado.

A reunião ocorreu um dia após um responsável da Administração Nacional de Energia ter destacado a resiliência do setor petrolífero chinês face aos riscos decorrentes da guerra com o Irão, classificando como garantido o abastecimento de crude e gás, graças ao aumento da produção interna, diversificação das importações e controlo temporário dos preços.

O bloqueio ‘de facto’ do Estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás mundiais antes do conflito, afetou toda a Ásia. No caso da China, a rota é particularmente sensível, dado que por ali passam cerca de 45% das suas importações energéticas.

O conflito levou a uma subida dos preços dos combustíveis no país, obrigando as autoridades a limitar temporariamente os aumentos a cerca de metade do que resultaria do mecanismo habitual, tendo sido registada na semana passada a primeira descida em 2026.

A China beneficiou parcialmente do contexto, com um aumento das exportações de tecnologias ‘verdes’, como painéis solares, baterias e veículos elétricos, impulsionadas pela subida global dos preços do crude.

Pequim condenou repetidamente os ataques de Washington e Telavive contra Teerão, mas sublinhou também a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.

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