Em abril de 2026, o Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) publicou o Relatório Final de Execução do 2.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico (2021-2025). Os 20 principais indicadores definidos foram alcançados, enquanto 143 dos 152 trabalhos prioritários foram concluídos ou continuam em execução, segundo o documento.
De acordo com o relatório, seis projetos foram ajustados ou suspensos devido a mudanças no contexto económico e social, um não foi concluído por falta de condições e dois diplomas legais foram reprogramados para futuras legislaturas. A taxa global de execução atingiu cerca de 94.1%.
O período do plano coincidiu com uma fase marcada pela pandemia e pela recuperação económica. Na fase inicial, o Governo concentrou-se no controlo sanitário, na estabilização da economia e na proteção do emprego. Numa fase posterior, foram aproveitadas as oportunidades de retoma para impulsionar o crescimento e recuperar a atividade económica.
Na fase final, a RAEM avançou para um modelo de desenvolvimento de maior qualidade, consolidando reformas e criando condições para cumprir os objetivos definidos. Ao longo do período, foram implementadas políticas em várias áreas estratégicas.
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No domínio da segurança nacional, foram reforçados os mecanismos legais e realizados processos eleitorais que consolidaram o princípio de governação. Na economia, registaram-se avanços na diversificação industrial, com destaque para o desenvolvimento do turismo integrado, da indústria financeira moderna e da medicina tradicional chinesa.
O relatório destaca ainda a criação de instrumentos de apoio à inovação e investigação, incluindo plataformas de cooperação entre empresas e universidades e a reestruturação de laboratórios de referência. Projetos como o lançamento do Macau Science Satellite-1 marcaram avanços na área científica.
No plano social, foram reforçados os serviços de saúde, a segurança social e as políticas de habitação. Programas de captação de talentos foram implementados, enquanto áreas como educação, cultura e juventude registaram desenvolvimento contínuo.
Em termos urbanos, foram concluídas infraestruturas relevantes, incluindo extensões do metro ligeiro e novas ligações com Hengqin. A construção de uma cidade sustentável foi reforçada, com medidas de promoção de energia limpa e mobilidade elétrica.
A governação pública foi igualmente alvo de reformas, com reorganização de serviços, desenvolvimento da administração eletrónica e produção legislativa significativa. Entre 2021 e 2025, foram concluídos 104 diplomas legais.
A Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin registou progressos na integração com Macau, com implementação de políticas fiscais, projetos urbanos e novos modelos de cooperação económica. Paralelamente, foi reforçada a integração na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e aprofundadas as relações com Países de Língua Portuguesa.
Segundo o Governo, a execução do plano estabelece uma base sólida para o 3.º Plano Quinquenal e para o desenvolvimento sustentável de Macau. O próximo ciclo deverá reforçar a articulação com o plano nacional e promover novas etapas de crescimento económico e social.