O incidente ocorreu no último sábado, no âmbito da operação “Choco”, coordenada pela Polícia Judiciária, que visava desmantelar uma rede de tráfico internacional de cocaína que recorre a lanchas rápidas para transportar droga do alto mar até à costa portuguesa.
Segundo a Autoridade Marítima Nacional, a lancha suspeita foi detetada quando se aproximava da costa, ao largo de Setúbal. De imediato, duas embarcações da Polícia Marítima avançaram para intercetar os traficantes, enquanto meios aéreos da Força Aérea Portuguesa acompanhavam os movimentos da embarcação a partir do ar.
Surpreendida pela presença policial, a tripulação da lancha optou pela fuga. Durante cerca de 55 minutos de perseguição, os traficantes foram lançando ao mar fardos de cocaína — alguns diretamente na direção das lanchas policiais — com o objetivo de dificultar a aproximação e reduzir o peso da embarcação. A Autoridade Marítima Nacional sublinha que a manobra colocou em risco os meios da Polícia Marítima envolvidos na operação.
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Depois de se libertarem da carga, os suspeitos conseguiram aumentar a velocidade e desaparecer, evitando a detenção. Já os fardos de droga foram recolhidos no mar pelas autoridades e transportados para terra, ficando apreendidos.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Autoridade Marítima Nacional destacou a operação como um exemplo da “capacidade e eficácia da atuação conjunta entre as entidades do Estado no combate ao narcotráfico”. O mesmo texto sublinha ainda o papel da Polícia Marítima na prevenção e repressão do tráfico de droga por via marítima, bem como na proteção das fronteiras marítimas nacionais e na salvaguarda da segurança interna.