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Macau adere à rede lusófona de proteção de dados pessoais

A Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) aderiu à Rede Lusófona de Proteção de Dados Pessoais (RLPD), para aumentar a cooperação na troca e proteção de dados com os Países de Língua Portuguesa

Lusa - Macau

A Direcção dos Serviços de Proteção de Dados Pessoais (DSPDP) da região indicou que a entrada nesta rede, concretizada a 8 de abril, “reforça o reconhecimento externo do sistema de proteção de dados da região e insere-se na estratégia de Macau” para consolidar o papel de plataforma de serviços entre a China e os países lusófonos.

Criada em 2024, a RLPD era composta até então por autoridades de regulação de Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal e de São Tomé e Príncipe.

A presidência está atualmente a cargo da Agência Nacional de Proteção de Dados brasileira com o Secretariado Permanente entregue à Comissão Nacional de Proteção de Dados portuguesa.

A RLPD tem como principal objetivo promover a troca de informações e experiências relativas ao direito à proteção de dados, de modo a melhorar a capacidade das autoridades para “defender os interesses dos cidadãos com base nos direitos humanos e nas liberdades e garantias fundamentais”.

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A DSPDP sublinhou, em comunicado, que pretende aproveitar as “vantagens do bilinguismo e os laços históricos” da cidade semi-autónoma chinesa para construir uma plataforma de intercâmbio de alta eficiência.

O organismo pretende aprofundar a colaboração entre os membros da rede e aperfeiçoar os mecanismos regionais de proteção de dados, contribuindo com a experiência acumulada do sistema de Macau.

Simultaneamente, a adesão é vista como um passo estratégico para lançar a cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa em áreas consideradas críticas, como a governação de dados e os fluxos transfronteiriços de informação.

A iniciativa demonstra a “responsabilidade da região” em servir a estratégia nacional da China, promovendo “aprendizagem mútua” e soluções que apoiem a abertura ao estrangeiro, segundo a DSPDP.

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A DSPDP é a responsável por fiscalizar, coordenar e aplicar a Lei da Protecção de Dados Pessoais em Macau, nomeadamente no que toca ao Sistema de Videovigilância da Cidade de Macau.

Em novembro, o líder das forças de segurança de Macau disse que as câmaras de videovigilância ajudaram a resolver mais de 38 mil casos desde que começaram a ser instaladas nas ruas da cidade, em 2016.

Durante as cinco primeiras fases do sistema, conhecido como ‘Olhos no Céu’, foram instaladas mais de 1.920 câmaras em toda a região.

O comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários de Macau, Leong Man Cheong, disse que a sexta fase do ‘Olhos no Céu’ vai incluir a instalação de mais 800 câmaras de videovigilância até ao final de 2027, incluindo 120 na Zona A.

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