O presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, afirmou através da rede Telegram que as forças de defesa aérea russas estiveram a “repelir um ataque de grande envergadura”, acrescentando que vários drones terão atingido a instalação MNPZ, uma das maiores refinarias da cidade.
De acordo com o responsável municipal, cerca de 52 drones foram destruídos por volta das 04h15 (hora de Lisboa), numa operação que decorreu durante várias horas e levou à ativação de alertas de defesa aérea em vários pontos da capital russa.
A refinaria atingida, situada no bairro de Kapotnia, é considerada estratégica para o abastecimento de Moscovo, incluindo combustível para aeroportos e outras infraestruturas críticas. O complexo pertence à Gazpromneft e assegura uma parte significativa das necessidades energéticas da cidade.
O ataque provocou ainda a ativação de medidas de segurança no aeroporto de Sheremetyevo, um dos principais de Moscovo, onde passageiros e funcionários foram temporariamente retirados para abrigos, antes da retoma gradual da normalidade.
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Nas zonas periféricas da capital, as autoridades locais relataram danos materiais, incluindo a destruição parcial de um edifício residencial e impactos num centro comercial, sem registo de vítimas.
Este ataque ocorre num contexto de intensificação de ações com drones entre Rússia e Ucrânia, com Kiev a visar regularmente infraestruturas energéticas em território russo, numa estratégia que procura reduzir a capacidade logística e militar de Moscovo.
A Rússia, por sua vez, continua a lançar ataques quase diários contra território ucraniano, num conflito que se prolonga há mais de quatro anos e que permanece sem perspetivas de solução diplomática imediata.