A associação acredita que a economia local poderá ter atingido 108 mil milhões de patacas (11,3 mil milhões de euros) entre janeiro e março, de acordo com um relatório divulgado na quarta-feira. “No primeiro trimestre de 2026, a macroeconomia teve um arranque forte”, afirmou a associação, impulsionada por um “desempenho robusto” das indústrias do turismo, lazer e finanças.
Na capital mundial dos casinos, o setor do Jogo manteve o “ímpeto ascendente”, com receitas brutas no primeiro trimestre de 65,9 mil milhões de patacas (6,92 mil milhões de euros), referiu o documento. “Isso representa um aumento de 14.3% face aos 57,66 mil milhões de patacas [6,06 mil milhões de euros] registados no mesmo período do ano passado,” acrescentou a associação.
O relatório sublinha que os números do turismo “também se mantiveram robustos”, com mais de 10 milhões de visitantes no primeiro trimestre, um “aumento significativo” em comparação com o mesmo período de 2025.
As taxas de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros “mantiveram-se em níveis elevados durante um longo período”, afirmou a associação. O mercado de trabalho também “se manteve estável”, com o emprego total e a taxa de desemprego “a permanecer em níveis relativamente favoráveis”, refere o documento.
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Macau registou uma taxa de desemprego de 1.7% entre dezembro e fevereiro, um valor igual ao do período entre novembro e janeiro, e perto do mínimo histórico de 1.6% fixado há dois anos. O número de desempregados era de 6.400, menos 100 do que entre novembro e janeiro, de acordo com os mais recentes dados oficiais.
“Isso reflete a contínua e significativa força motriz do setor do turismo e lazer na indústria de serviços”, acrescentaram os economistas.
No entanto, a associação alertou que a economia de Macau pode enfrentar “pressões duplas de preços elevados do petróleo e fraca despesa dos consumidores” no segundo trimestre. “A situação pouco clara no Médio Oriente criou um elevado grau de incerteza para a economia global”, alerta o relatório.
“Enquanto economia orientada para a exportação [de serviços], Macau poderá ter dificuldades em permanecer ileso da guerra”, sugeriu a associação. O documento acrescenta que o Governo local precisa de “monitorizar de perto a economia e a sociedade locais” face às possíveis pressões duplas.