Segundo o secretário de Estado para as Empresas, Peter Kyle, Starmer está a “refletir sobre as realidades políticas” que enfrenta, tendo passado o fim de semana em conversações com várias figuras políticas. Em declarações à Sky News, Kyle evitou confirmar qualquer decisão final, mas reconheceu que o líder trabalhista estará a ponderar “o que significa colocar o país em primeiro lugar neste momento”.
Apesar disso, o Governo mantém oficialmente que não houve qualquer alteração na posição de Starmer desde sexta-feira, quando o primeiro-ministro afirmou que, caso fosse desafiado internamente, iria recandidatar-se, advertindo que uma disputa de liderança poderia “lançar o país no caos”.
Nos bastidores, o cenário de mudança ganhou força após a vitória de Andy Burnham numa eleição suplementar em Makerfield, que lhe terá garantido apoio significativo dentro da bancada trabalhista. Fontes políticas indicam que o mayor de Manchester poderá contar com o apoio de cerca de 200 deputados, aumentando a pressão sobre a liderança atual.
Leia mais: Starmer quer que Abramovich entregue valor da venda do Chelsea à Ucrânia. Caso contrário avança para tribunal
A possível saída de Starmer ocorre num contexto de forte desgaste político, com o Partido Trabalhista a registar quebras nas sondagens e crescente contestação interna. Entre as razões apontadas para a erosão de apoio estão polémicas governativas recentes e decisões controversas em matéria de política social e nomeações.
Se confirmada, a demissão de Starmer abrirá caminho a uma nova disputa pela liderança trabalhista e poderá levar o Reino Unido ao sétimo primeiro-ministro em apenas uma década, num cenário de elevada instabilidade política no país.