A designação “Air Force One” não corresponde a um avião específico, mas sim ao indicativo de rádio usado por qualquer aeronave da Força Aérea dos Estados Unidos sempre que o presidente está a bordo.
O termo começou a ser utilizado oficialmente em 1954, depois de um incidente em que um avião que transportava o então presidente Dwight D. Eisenhower partilhou o mesmo número de chamada de um voo comercial, criando risco de confusão no controlo de tráfego aéreo. A partir daí, passou a ser adotado um indicativo exclusivo para garantir segurança absoluta.
A utilização de aeronaves militares para transportar o presidente começou ainda durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, o presidente Franklin D. Roosevelt viajou num Douglas C-54 Skymaster adaptado — conhecido como Sacred Cow — até à Conferência de Yalta, marcando a primeira vez que um avião foi especificamente preparado para uso presidencial.
Nos anos seguintes, com o aumento das deslocações internacionais e o avanço da aviação, os presidentes passaram a dispor de aeronaves cada vez mais sofisticadas. Ainda durante a presidência de Eisenhower, versões militares do Lockheed Constellation passaram a ser usadas regularmente, já sob a designação Air Force One.
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A grande viragem aconteceu na década de 1960, quando o presidente John F. Kennedy introduziu a era dos jatos presidenciais com um Boeing 707 personalizado. Foi também nessa fase que surgiu o esquema visual azul e branco, com a inscrição “United States of America”, que se tornaria a imagem de marca do avião presidencial.
Desde 1990, o serviço é assegurado por dois Boeing VC-25A, versões altamente modificadas do Boeing 747-200. Estes aparelhos funcionam como verdadeiros centros de comando aéreo, equipados com sistemas avançados de comunicação, segurança e autonomia, permitindo ao presidente governar a partir do ar em situações de crise.
Apesar dos planos de substituição em curso, o Air Force One mantém-se como um elemento central da diplomacia e da segurança dos Estados Unidos — um símbolo de continuidade institucional e da capacidade de projeção global da presidência norte-americana.