Início » Irão: Exportações da China crescem em março e desaceleram com impacto da guerra

Irão: Exportações da China crescem em março e desaceleram com impacto da guerra

As exportações da China cresceram 2.5% em março, desacelerando face aos dois meses anteriores, num contexto de incerteza devido à guerra no Irão e ao impacto nos preços da energia e na procura global

Lusa - China

Os dados divulgados hoje, dia 14, pela Administração Geral das Alfândegas da China ficaram aquém das estimativas dos analistas e representam uma forte descida, face ao crescimento de 21.8%, registado em janeiro e fevereiro. As importações aumentaram 27.8% em março, acima da subida homóloga de 19.8% verificada nos primeiros dois meses do ano.

As exportações ligadas à tecnologia, incluindo o aumento dos envios de semicondutores, impulsionado pelo ‘boom’ global da inteligência artificial, sustentaram o desempenho robusto no início de 2026, mas economistas alertam que o prolongamento da guerra no Irão poderá afetar a procura global por produtos chineses.

“As exportações da China desaceleraram à medida que a guerra no Irão começa a afetar a procura global e as cadeias de abastecimento”, afirmou Gary Ng, economista para a Ásia-Pacífico no banco francês Natixis.

Apesar da recuperação significativa registada no início do ano, a procura deverá enfraquecer devido ao choque energético provocado pelo conflito, segundo economistas do Bank of America, liderados por Helen Qiao.

Leia também: “Portão das Lágrimas” entra no radar do conflito entre EUA e Irão e ameaça travar comércio global

Os riscos aumentam caso o conflito se prolongue além do esperado, podendo originar uma desaceleração global persistente, acrescentaram.

As tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bem como as tensões entre Washington e Pequim, têm também pressionado as exportações chinesas para o mercado norte-americano, levando a China a reforçar as vendas para outras regiões, como a Europa, o Sudeste Asiático e a América Latina.

Os analistas acompanham ainda com atenção a visita prevista de Trump a Pequim, em maio, para se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, após um adiamento motivado pela guerra no Irão. As autoridades chinesas fixaram uma meta de crescimento económico entre 4.5% e 5% para 2026, o nível mais baixo desde 1991.

A China cumpriu o objetivo de crescimento de “cerca de 5%” em 2025, apoiado por exportações fortes – com um excedente comercial recorde de 1,2 biliões de dólares (mais de um bilião de euros) – e analistas consideram que estas deverão continuar a ser um motor essencial da economia este ano, numa altura em que a prolongada crise no setor imobiliário continua a pesar sobre a procura interna e o investimento.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website