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Inflação na China mantém-se em 1.2%. Porque os preços industriais continuam a subir mais depressa

A inflação no consumidor chinês manteve-se estável em maio, ligeiramente abaixo das previsões. Ao mesmo tempo, os preços industriais permanecem nos níveis mais elevados desde 2022, impulsionados pela energia e pelas matérias-primas

Lusa - China

O índice de preços no consumidor (IPC), principal indicador da inflação na China, aumentou 1.2% em maio, em termos homólogos, a mesma taxa registada em abril, enquanto os preços industriais continuam nos níveis mais elevados desde 2022.

O dado oficial do IPC, divulgado hoje (10) pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China, ficou ligeiramente abaixo das previsões mais consensuais dos analistas, que apontavam para uma aceleração até cerca de 1.3%.

Na comparação mensal, o IPC passou de uma subida de 0.3% em abril para uma descida de 0.1% em maio, embora os especialistas antecipassem uma contração mais acentuada, de 0.2%.

O analista do GNE Dong Lijuan atribuiu a evolução ao preço da gasolina. As oscilações provocadas pela guerra no Irão e pelo bloqueio do estreito de Ormuz fizeram com que o combustível passasse de uma subida mensal de quase 13% em abril para uma descida de 0.3% em maio, reduzindo o aumento dos custos energéticos de 5.7% para 0.1%.

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Outro fator apontado pelo responsável foi a queda dos preços dos serviços, que passaram de uma subida de 0.5% em abril para uma descida de 0.1% em maio, devido à redução sazonal das viagens após o feriado do Dia do Trabalhador, um dos períodos de férias mais prolongados do ano para os trabalhadores chineses.

O GNE divulgou também o índice de preços no produtor (IPP), que mede os preços industriais e que aumentou 3.9% em maio, em termos homólogos, o valor mais elevado desde julho de 2022 pelo segundo mês consecutivo, após quase três anos e meio em terreno deflacionista.

O conflito no Médio Oriente explica grande parte da evolução do indicador, com os maiores aumentos de custos registados nas indústrias de extração de petróleo e gás (+35.7%) e nos setores dos metais não ferrosos, tanto na mineração e processamento (+36.5%) como na fundição e laminagem (+24%), após a forte subida dos preços internacionais do alumínio.

O panorama é, contudo, desigual, com alguns setores a aumentarem preços devido à conjuntura internacional, enquanto outros setores-chave, como a indústria automóvel, registaram uma descida homóloga de 2%. Em termos mensais, os preços industriais desaceleraram de uma subida de 1.7% em abril para 0.5% em maio.

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