O Índice de Preços no Consumidor (IPC) Geral de abril registou uma subida homóloga de 1.21% e um aumento mensal de 0.31%, segundo os dados divulgados na sexta-feira (22) pela DSEC. Já o IPC médio dos 12 meses terminados em abril aumentou 0.61% face aos 12 meses imediatamente anteriores.
Entre os setores que mais contribuíram para a subida dos preços destacou-se o dos transportes, cujo índice aumentou 3.97% em termos anuais, devido sobretudo ao agravamento dos preços da gasolina. Também os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas registaram uma subida de 1.11%, impulsionada pelo aumento dos preços das refeições consumidas fora de casa e dos serviços de “take-away”.
A secção dos produtos e serviços diversos, que inclui cuidados pessoais, seguros, joalharia e relógios, registou uma subida homóloga de 3.61%, enquanto os preços do vestuário e calçado cresceram 2.33%.
Comparando com março deste ano, o IPC Geral subiu 0.31%. O maior aumento mensal voltou a verificar-se na secção dos transportes, com uma subida de 2.47%, seguida pelo vestuário e calçado, que avançou 1.44%. Em contrapartida, os preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas recuaram ligeiramente 0.05%.
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Os índices específicos para diferentes grupos de rendimento também registaram aumentos. O IPC-A, que reflete as despesas de agregados familiares com rendimentos mais baixos, subiu 1.06% em termos anuais, enquanto o IPC-B, relativo a agregados com maiores despesas mensais, aumentou 1.33%.
Nos primeiros quatro meses de 2026, o IPC Geral médio cresceu 0.99% face ao mesmo período do ano passado. No mesmo intervalo, o IPC-A aumentou 0.91% e o IPC-B avançou 1.06%.
A DSEC recorda que o IPC Geral abrange os agregados familiares com despesas mensais entre 11 mil e 71.999 patacas (1175 e 7694 euros). As áreas com maior peso no cálculo do índice continuam a ser habitação e combustíveis, produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, e transportes.