A mulher morreu na cidade portuária de Haifa no domingo, “juntamente com o seu marido israelita e os seus sogros idosos”, informou o departamento dos Negócios Estrangeiros, sem divulgar os nomes das vítimas.
Os serviços de emergência israelitas indicaram na segunda-feira, dia 6, que os corpos de quatro pessoas foram retirados dos escombros de um edifício residencial na cidade, após ter sido atingido por um míssil iraniano no dia anterior.
Meios de comunicação israelitas identificaram o primeiro nome da vítima filipina como Lucille-Jean, referindo que ela e a sua família foram retiradas dos escombros da casa colapsada após várias horas de operações de resgate.
“A Embaixada das Filipinas em Telavive informou a família e está a prestar toda a assistência necessária, incluindo a organização do repatriamento do corpo o mais rapidamente possível, apesar da atual situação de viagens na região”, afirmou o departamento dos Negócios Estrangeiros na terça-feira.
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Mary Ann Velasquez De Vera, uma cuidadora de 32 anos, foi a primeira vítima filipina do conflito a 1 de março, quando tentava acompanhar um idoso ao abrigo antiaéreo em Israel.
Pelo menos dois milhões de filipinos que vivem no Médio Oriente encontram-se no meio do conflito desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão a 28 de fevereiro.
Maioritariamente trabalhadores migrantes, a comunidade filipina no estrangeiro envia anualmente milhares de milhões de dólares em remessas para as famílias no país de origem, que dependem desses rendimentos como principal fonte de sustento.
Entretanto, milhares de marinheiros filipinos encontram-se praticamente retidos no Estreito de Ormuz, aguardando passagem segura por esta rota marítima agora perigosa, que o Irão tem vindo a restringir.
As Filipinas indicaram na semana passada que o Irão se comprometeu a permitir “a passagem segura, desimpedida e rápida pelo Estreito de Ormuz de navios com bandeira filipina, recursos energéticos e todos os marinheiros filipinos”, embora sem um calendário definido.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou na segunda-feira a ameaça de atacar infraestruturas civis no Irão, alertando que as forças norte-americanas poderão destruir pontes e centrais elétricas no país, considerando insuficiente a proposta de trégua apresentada por mediadores internacionais.