O aumento – o mais elevado desde julho de 2024 e significativamente acima dos 2.4% registados em fevereiro – surge numa altura em que o arquipélago, dependente de importações, enfrenta uma “emergência energética nacional” declarada.
No último mês, as Filipinas abriram cadeias de abastecimento com parceiros não tradicionais, como a Rússia, para garantir petróleo urgentemente necessário, ao mesmo tempo que implementaram medidas que vão desde apoios financeiros a trabalhadores dos transportes até à adoção de uma semana de trabalho de quatro dias para funcionários públicos.
O departamento de planeamento económico afirmou, na terça-feira, que a inflação no setor dos transportes foi a principal responsável pela subida registada em março.
“A principal razão para o aumento da inflação em março de 2026 face a fevereiro é o crescimento dos preços dos transportes, com uma taxa de inflação de 9.9%”, disse o estatístico nacional Dennis Mapa numa conferência de imprensa. O custo do gasóleo, utilizado em quase todos os transportes públicos, aumentou cerca de 60%, acrescentou.
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“A inflação não alimentar subiu para 4.9% em março de 2026, com a inflação no transporte privado a acelerar para 31.3% devido à subida dos preços dos combustíveis”, referiu o departamento de planeamento económico em comunicado. A inflação não alimentar tinha sido de 2.8% em fevereiro, enquanto os preços do transporte privado tinham recuado 3.1% nesse mês.
“Também contribuiu para a tendência de subida da inflação global o índice de alimentos e bebidas não alcoólicas, com um aumento anual mais rápido de 3% em março de 2026, face a 1.8% no mês anterior”, acrescentou.
Os preços dos combustíveis atingiram máximos históricos nas Filipinas desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão a 28 de fevereiro, levando Teerão a bloquear o estratégico Estreito de Ormuz ao tráfego.
Manila indicou na semana passada que uma “conversa telefónica produtiva” entre a secretária dos Negócios Estrangeiros, Theresa Lazaro, e o seu homólogo iraniano resultou no compromisso de Teerão de permitir a passagem segura pelo estreito para carregamentos de petróleo destinados às Filipinas.