O ministério dos Negócios Estrangeiros das Filipinas anunciou no dia 2 que, após conversações com o seu congénere iraniano, está garantida a passagem segura pelo estreito de Ormuz de petroleiros rumo ao arquipélago asiático, dependente daquelas importações.
“O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão garantiu que a permitiria a passagem segura, desimpedida e rápida pelo estreito de Ormuz de navios com bandeira filipina, recursos energéticos e todos os marinheiros filipinos”, lê-se em comunicado.
O presidente filipino, Ferdinand Marcos, declarou estado de emergência energética nacional na semana passada, afirmando que “todas as opções estão sobre a mesa” para o país de 116 milhões de habitantes, que enfrenta a crise energética global desencadeada pela guerra no Médio Oriente.
Os preços dos combustíveis dispararam nas Filipinas desde que os Estados Unidos da América (EUA) e Israel lançaram ataques contra o Irão, há 33 dias, justificados pela inflexibilidade iraniana nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear.
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Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás.
As Filipinas importam a maior parte de seus recursos energéticos do Médio Oriente. As garantias iranianas, segundo a diplomacia filipina, vão assegurar “o fornecimento constante de petróleo e fertilizantes para as Filipinas, essenciais para o país”.
Há poucos dias, também responsáveis políticos da vizinha Malásia tinham declarado que os seus petroleiros tinham permissão para transitar pelo estreito de Ormuz sem quaisquer pagamentos de taxas de segurança a Teerão.