O acidente com um autocarro da Carris Metropolitana no terminal de Agualva-Cacém, a 7 de julho, que provocou duas mortes e 20 feridos, deveu-se a fatores de natureza humana, concluiu a investigação interna da Viação Alvorada.
A análise técnica não encontrou qualquer problema no autocarro. A viatura tinha a inspeção em vigor e cumpria o plano de manutenção previsto. Os testes realizados após o acidente também não detetaram falhas no sistema de travagem ou nos componentes eletrónicos.
A motorista cumpria igualmente os requisitos para exercer a função, tendo realizado formação, avaliações médicas e psicotécnicas e formação específica para aquele modelo de veículo.
A investigação confirmou ainda que, antes do acidente, a motorista alterou a indicação de destino do autocarro. Quando o veículo iniciou o movimento, a alteração já estava concluída e a condutora encontrava-se sentada no lugar de condução.
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A TML não confirmou, contudo, relatos segundo os quais a motorista teria trocado os pedais ou carregado acidentalmente no acelerador.
Apesar das conclusões, a Viação Alvorada anunciou medidas adicionais de prevenção e reforço dos procedimentos junto dos motoristas.
O caso continua a ser investigado pelo Ministério Público, num inquérito que corre no DIAP de Sintra, com a colaboração da PSP.