O período de calor, com clima que lembra o verão, será interrompido na segunda-feira pós-Páscoa, com o surgimento das primeiras nuvens e aguaceiros ocasionais. Na terça-feira, uma massa de ar frio típica de inverno será empurrada sobre o território continental, baixando significativamente as temperaturas e criando condições para queda de neve em altitudes a partir de cerca de 1.000 metros, com possibilidade de acumulação em alguns locais.
Segundo os modelos meteorológicos, a probabilidade de ocorrência deste resfriamento extremo é elevada — próxima de 100% — enquanto a presença de neve nas serras tem uma estimativa de 70 a 80%. A descida térmica será acompanhada por aumento do vento e possível instabilidade atmosférica adicional, incluindo trovoadas, dependendo da evolução do choque térmico.
O arquipélago da Madeira deverá registar aguaceiros ou períodos de chuva fraca, enquanto os Açores experienciarão fases de chuva leve seguidas de tempo seco com o rápido regresso do anticiclone. Neste caso, a variação térmica será menos intensa do que no continente.
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De forma geral, o frio deverá manter-se mais persistente no Norte, com possibilidade de dias brevemente amenos intercalados por nova descida de temperatura. No Sul, existe a hipótese de retorno temporário de temperaturas elevadas, mas em contexto mais húmido.
Segundo a Luso Meteo, esta semana será determinante para o padrão climático de abril, podendo definir se o mês seguirá com instabilidade primaveril ou se se instalará um regime mais seco, com impacto também nas expectativas para o verão.
Em resumo, Portugal vai experimentar uma transição do calor intenso de Páscoa para um frio repentino, exigindo atenção e preparação para roupas adequadas e para possíveis alterações no trânsito e nas atividades ao ar livre, sobretudo em áreas de maior altitude.