No aviso amarelo divulgado, o Inam prevê a continuação de ocorrência de chuvas moderadas e localmente fortes, acompanhadas por vezes de trovoadas e ventos com rajadas, com a precipitação a variar entre 30 e 50 milímetros em 24 horas.

As áreas de risco assinaladas pelas autoridades moçambicanas incluem 13 distritos e uma cidade da província de Gaza, 11 distritos e duas cidades de Inhambane, no sul do país, além de nove distritos e uma cidade de Manica, 11 distritos e uma cidade de Sofala, no centro.

“Adicionalmente espera-se a continuação de ocorrência de chuvas locais em regimes fraco e moderado, por vezes acompanhadas de trovoadas, no resto do país”, refere-se.

O Inam recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e ventos fortes.

No sábado, o Inam também emitiu um aviso amarelo, alertando para a previsão da ocorrência de chuvas moderadas e localmente muito fortes, acompanhadas por vezes de trovoadas e ventos nas províncias do sul do país, incluindo Maputo, capital do país.

O mau tempo que se fez sentir em Maputo deixou várias ruas do centro da capital moçambicana completamente inundadas, árvores caídas e estruturas publicitárias tombadas, cortando a circulação em diferentes artérias, sobretudo da baixa.

Numa ronda feita pela Lusa na cidade durante a tarde de sábado foi possível constar árvores tombadas, várias estruturas publicitárias e muros de proteção derrubados pela força do forte vento e chuva que se faz sentir, acompanhadas por trovões, enquanto algumas zonas ficaram sem eletricidade.

Na marginal da cidade, a força da ondulação e o vento levavam o mar a galgar a estrada, deixando a via sem condições de segurança para a circulação.

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Moçambique é considerado um dos países mais afetados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O número de mortos na atual época das chuvas em Moçambique ascende até ao momento a 263, com quase 870 mil pessoas afetadas, desde outubro, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Foram afetadas 869.035 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 200.843 famílias, havendo também 10 desaparecidos e 331 feridos, segundo o mesmo balanço.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando globalmente 724.131 pessoas.