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Frelimo pede ao Governo de Moçambique divisas para garantir combustíveis

A recomendação surge num contexto de pressão sobre o abastecimento energético devido ao conflito no Médio Oriente, que afeta as rotas de importação de combustíveis. O objetivo é assegurar reservas suficientes e evitar falhas no mercado interno

Lusa

A comissão política da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, pediu hoje, dia 3, ao Governo para garantir a disponibilidade de divisas, a curto prazo, para importação de combustíveis e bens essenciais, visando evitar “constrangimentos no abastecimento”.

“A curto prazo, o Governo deverá trabalhar para garantir a disponibilidade de divisas, com afetação estratégica para importação de combustíveis e bens essenciais, evitando constrangimentos no abastecimento”, lê-se num comunicado da comissão política, enviado hoje à comunicação social, após uma sessão do órgão, realizada na quarta-feira.

O partido apelou ainda para o reforço da monitoria contínua de preços e do abastecimento de combustíveis para evitar roturas e práticas especulativas no mercado, além de restringir a reexportação para assegurar e priorizar o mercado interno.

“A comissão política orienta o Governo a adotar mecanismos de curto e médio prazo, visando fazer face à atual situação de combustíveis em Moçambique, em resultado do conflito no Médio Oriente, assegurando a disponibilidade de reservas suficientes deste recurso energético para manter o abastecimento estável”, refere.

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Entre as medidas a médio prazo, consta o aumento da capacidade de armazenamento de combustíveis no país e a promoção da expansão do gás natural veicular como “alternativa mais eficiente e menos volátil” face aos combustíveis líquidos importados.

O órgão sugere ainda que se desenvolva a “capacidade de refinação, reduzindo a dependência de produtos refinados importados, melhorando a segurança energética”.

O Presidente moçambicano alertou para a subida dos preços de combustíveis nos próximos meses no país caso a guerra no Médio Oriente continue, mas tranquilizou os cidadãos garantindo existirem reservas para aguentar pelo menos um mês.

Em 27 de março, o Governo moçambicano refutou uma crise de combustíveis no país, indicando que está a decorrer o processo normal de reposição de ‛stock’, o que eleva para mais 26 dias a disponibilização de gasolina e para 17 dias no gasóleo.

O secretário de Estado do Tesouro e Orçamento garantiu em 10 de março que Moçambique tem 75 mil toneladas de combustíveis, quantidade considerada suficiente até princípios de maio, após o Irão encerrar o estreito de Ormuz, e adquirida a preços anteriores ao início do devido ao conflito no Médio Oriente.

Acrescentou que cerca de 80% das importações de combustíveis de Moçambique transitam pelo estreito de Ormuz, vindos do Médio Oriente.

Também a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (Amepetrol) garantiu na sexta-feira, em comunicado, que “não há situação de rutura iminente de combustíveis” no país, assegurando que o abastecimento está a ser gerido de forma contínua e coordenada entre os intervenientes.

A Amepetrol pediu que se mantenha a normalidade no consumo, evitando comportamentos que possam gerar “constrangimentos desnecessários” à rede de distribuição.

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