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Sands China leva Macau à Art Central com estreia internacional

A Sands China tornou-se o primeiro operador de resorts integrados de Macau a participar na Art Central, em Hong Kong, como “Associate Partner”, assinalando a estreia internacional da Sands Gallery. “É preciso continuar a investir”, afirma o vice-presidente executivo, Wilfred Wong, ao confirmar que já receberam um convite para renovar a presença em 2027

Jessica Lok
Sands China

A entrada da exposição da Sands Gallery na Art Central destaca as principais obras dos três artistas de Macau. Plataforma

Localizado junto à entrada da Art Central, um letreiro dourado que diz “Sands Gallery” convida os visitantes a apreciarem 40 obras de três jovens artistas locais, a par de elementos da exposição “A Century of Iec Long Firecracker Factory in Radiance” – patente na Sands Gallery até 31 de agosto.

“Sinto-me verdadeiramente honrado por ter sido convidado pela Sands China a participar. Esta oportunidade permite-nos apresentar o nosso trabalho numa plataforma internacional”, diz Lei Ieng Wai, um dos artistas que aproveita a projeção internacional concedida.

Mais do que uma presença pontual, a iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla. Desde a criação da Sands Gallery, em 2022, a empresa tem vindo a posicionar o espaço como uma plataforma de ligação entre artistas locais e circuitos internacionais, numa lógica alinhada com a política de diversificação económica da Região Administrativa Especial de Macau.

“Um dos propósitos da Sands Gallery não é apenas trazer artistas internacionais a Macau, mas também servir de ponte para levar artistas locais ao exterior”, afirma o vice-presidente executivo, Wilfred Wong, sublinhando que a participação na Art Central representa “um primeiro passo” nesse processo de internacionalização.

Leia mais: Sands China faz a sua grande estreia na Art Central de Hong Kong

Realizada anualmente em Hong Kong, a Art Central afirma-se como uma das principais feiras de arte da região, reunindo galerias, artistas emergentes e colecionadores internacionais durante a chamada “Art Week”, em paralelo com eventos como a Art Basel.

Segundo o responsável, a aposta na cultura deve ser entendida numa lógica de longo prazo. “Não se esperam retornos imediatos (…) é preciso continuar a investir”, acautela, acrescentando que o objetivo passa por criar oportunidades para que artistas locais ganhem visibilidade fora de Macau e estabeleçam contactos com galerias, curadores e colecionadores internacionais – uma liberdade que poucas galerias concedem.

De acordo com Wilfred Wong, o ‘feedback’ inicial tem sido positivo, com os organizadores a reconhecerem o nível de qualidade dos artistas apresentados e a manifestarem interesse em continuar a parceria para o próximo ano.

Sands China

O espaço da Sands Gallery apresenta obras de três jovens artistas de Macau – Lei Ieng Wai (à esquerda), Dor Lio Hak Man (ao centro) e Leong Chi Mou (à direita). Plataforma

Os três artistas selecionados apresentam abordagens distintas, mas convergentes na forma como exploram a identidade de Macau. Lei Ieng Wai trabalha a partir de princípios científicos e estruturas geométricas para refletir a fluidez do espaço urbano; Leong Chi Mou investiga as tensões culturais e as noções de valor moldadas por experiências de migração; e Dor Lio Hak Man combina influências da manga japonesa com pintura ocidental, criando narrativas visuais híbridas – tal como Macau reflete.

“Espero que o público possa ver o carácter artístico único de Macau através destas obras”, refere Dor Lio Hak Man.

A presença destes artistas num contexto internacional levanta, contudo, uma questão mais ampla: até que ponto iniciativas desta natureza conseguem contribuir para a afirmação de Macau enquanto polo artístico?

Sands China

O espaço expositivo apresenta também uma coleção histórica da mostra “A Century of Iec Long Firecracker Factory in Radiance – An Exhibition on the Resonant History and Aesthetic Memory of Macao Firecrackers”, atualmente patente na Sands Gallery, em Macau. Plataforma

A RAEM tem vindo a reforçar a sua presença cultural através de eventos, exposições e políticas públicas que procuram integrar arte, turismo e economia criativa. Neste contexto, o papel das concessionárias, como a Sands China, surge cada vez mais associado a essa estratégia de diversificação.

Para Wilfred Wong, este processo exige flexibilidade, testando trajetos antes de pensar em cimentá-los. “No fim da exibição, queremos saber [junto dos artistas]  se tiveram bons resultados. Se a resposta for sim, então tivemos sucesso. Caso contrário, queremos saber por quê, para podermos mapear os próximos passos.”

Entre os próprios artistas, essa perceção de evolução também começa a notar-se. “Espero continuar a melhorar e mostrar aos artistas mais jovens que a Sands China tem ajudado a abrir o ecossistema artístico local”, afirma Leong Chi Mou, sublinhando ainda que muitos artistas de Macau “já seguem padrões internacionais, o que é um sinal muito relevante”.

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