Wu Pusheng, ex-gerente-geral da Da Heng Qin Investment, vai responder em tribunal por suspeitas de corrupção, incluindo aceitação de subornos, abuso de poder e utilização indevida de recursos públicos para benefício próprio. O processo já foi encaminhado para o Ministério Público chinês, segundo informações divulgadas, na segunda-feira, pelas autoridades de Zhuhai.
Wu Pusheng terá violado regras de integridade, aceitando dinheiro, bens e vantagens indevidas, além de favorecer terceiros em processos de adjudicação de obras, de acordo com a Comissão Municipal de Inspecção e Supervisão Disciplinar de Zhuhai. As autoridades acusam-no também de concorrência desleal e de utilização abusiva de fundos públicos.
No mesmo comunicado, é referido que o ex-dirigente demonstrou “deslealdade e desonestidade” face ao Partido Comunista Chinês (PCC), tendo sido expulso após alegadamente não colaborar com a investigação. A entidade acrescenta que Wu terá continuado a praticar irregularidades mesmo após o reforço da campanha anticorrupção lançado em 2012.
Este é o segundo caso envolvendo altos quadros da Da Heng Qin Investment em menos de um ano. Em 2025, o antigo presidente da empresa, Hu Jia, foi igualmente investigado e acusado de aceitar subornos entre 2015 e 2024, tendo também sido expulso do PCC e encaminhado para julgamento.
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A sucessão de casos levanta preocupações sobre a governação de empresas públicas ligadas ao desenvolvimento de Hengqin, uma zona estratégica para a cooperação entre Guangdong e Macau.
Entretanto, após a divulgação do caso de Hu Jia, um responsável da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin apresentou a demissão por motivos pessoais, tendo posteriormente assumido funções técnicas na administração pública de Macau.