O plano estabelece igualmente a meta de ultrapassar os 150 mil milhões de dólares (cerca de 130 mil milhões de euros) em receitas anuais provenientes do turismo internacional até ao final da década.
Para isso, prevê-se o alargamento dos regimes de isenção de vistos, o reforço das ligações aéreas e ferroviárias internacionais, a melhoria dos sistemas de pagamento, transportes, alojamento e reembolso de impostos, bem como o reforço dos serviços multilíngues, de acordo com o Conselho de Estado, citado pela agência Xinhua.
A meta surge após uma recuperação significativa do turismo internacional. Em 2025, a China registou mais de 150 milhões de visitas de turistas estrangeiros, um aumento superior a 17% face ao ano anterior, enquanto as receitas do turismo receptor ultrapassaram os 130 mil milhões de dólares, segundo o plano divulgado pela Xinhua.
A meta também ultrapassa os níveis registados antes da pandemia. Em 2019, a China recebeu 145,3 milhões de entradas de visitantes internacionais, incluindo estrangeiros e viajantes provenientes de Hong Kong, Macau e Taiwan, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas e o Ministério da Cultura e Turismo.
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O objetivo de 190 milhões de visitas anuais até 2030 representa, assim, um aumento de cerca de 31% face a 2019 e de cerca de 26% em relação às visitas registadas em 2025, de acordo com o Conselho de Estado.
A estratégia nacional é acompanhada por iniciativas das autoridades locais. O plano prevê a criação de uma rede nacional de destinos para turismo internacional, centrada em cidades de entrada e polos de consumo, bem como o desenvolvimento de zonas comerciais orientadas para visitantes estrangeiros, segundo a Xinhua.
Nos últimos meses, várias províncias e municípios anunciaram medidas para captar mais visitantes internacionais, incluindo campanhas promocionais, incentivos à realização de congressos e eventos, melhoria da sinalização em línguas estrangeiras, facilitação dos pagamentos digitais e reforço da oferta turística dirigida ao mercado externo, de acordo com governos locais e com o Ministério da Cultura e Turismo.
A facilitação da entrada constitui um dos principais pilares da estratégia. A China alargou progressivamente a lista de países abrangidos pela isenção unilateral de vistos e expandiu o regime de trânsito sem visto de 240 horas, procurando reduzir os obstáculos às viagens internacionais, segundo a Administração Nacional de Imigração. Estas medidas foram identificadas pelo Conselho de Estado como um dos fatores que contribuíram para a recuperação das chegadas internacionais.
O plano não fixa metas por país ou região de origem dos visitantes, concentrando-se antes em objetivos nacionais para o conjunto do turismo receptor. A concretização da meta dependerá da evolução anual das chegadas internacionais e da implementação das medidas previstas no plano, cujos resultados serão acompanhados pelas autoridades chinesas ao longo do período de 2026 a 2030, de acordo com o documento aprovado pelo Conselho de Estado.