Início » Homem fica em prisão preventiva após ataque com facas em Macau. Investigação aponta para agressão premeditada

Homem fica em prisão preventiva após ataque com facas em Macau. Investigação aponta para agressão premeditada

Um homem do Interior da China ficou em prisão preventiva depois de atacar uma mulher com várias armas brancas junto a um hotel em Macau. A investigação concluiu que o suspeito comprou facas horas antes e seguiu a vítima até ao local

Plataforma

Um homem oriundo do Interior da China foi detido em Macau por suspeita de tentativa de homicídio e ficou em prisão preventiva, depois de ter sido presente ao primeiro interrogatório judicial. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que continuará a dirigir o inquérito.

O suspeito e a vítima conheceram-se em Macau em maio de 2025 e, posteriormente, iniciaram uma relação amorosa. Em julho deste ano, o homem terá entendido que a vítima começou a afastar-se e a relacionar-se com outro indivíduo, considerando ter sido enganado tanto a nível sentimental como financeiro, segundo o Ministério Público.

Na tarde do dia do incidente, o suspeito terá comprado duas facas utilitárias na Taipa e recolhido posteriormente uma faca e um garfo no quarto de hotel onde se encontrava.

Nessa noite, seguiu a vítima até uma viatura de sete lugares estacionada junto à entrada de um hotel. Munido das armas brancas, entrou na viatura e atacou a mulher no rosto, pescoço e noutras partes do corpo.

Leia também: PJ detém homem por tentativa de homicídio junto a casino da Cotai. O que revela a investigação sobre o ataque

O ataque foi interrompido por elementos da segurança do hotel, que conseguiram imobilizar o suspeito antes que o homicídio fosse consumado.

Após o primeiro interrogatório judicial, o Juízo de Instrução Criminal, sob promoção do Ministério Público, aplicou ao arguido a medida de coação de prisão preventiva, considerando existirem fortes indícios da prática, na forma tentada, do crime de homicídio, previsto e punido pelo artigo 128.º do Código Penal.

Para determinar a medida de coação, o tribunal teve em consideração, entre outros fatores, a natureza e gravidade dos factos, o modus operandi, a motivação do arguido e o eventual risco de fuga de Macau.

Nos termos do Código de Processo Penal, o Ministério Público continuará a dirigir o inquérito e as diligências de investigação subsequentes.

O Ministério Público apelou ainda aos cidadãos para que não recorram à violência para resolver problemas de natureza amorosa ou pessoal, nem pratiquem atos ilícitos por impulso.

A entidade afirmou também que não tolerará atos criminosos violentos e que continuará a combater de forma rigorosa as infrações que ponham em causa a ordem pública e a segurança pessoal e patrimonial, com o objetivo de garantir a proteção efetiva dos cidadãos e dos seus bens.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website