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EUA afirma que China não prevê invadir Taiwan em 2027

A complexidade de uma invasão anfíbia e o risco de intervenção dos Estados Unidos estão entre os fatores que levam as informações norte-americanas a afastar, para já, um ataque chinês a Taiwan em 2027

Lusa - China

A China não prevê atualmente invadir Taiwan em 2027, mas procura assumir o controlo da ilha sem recorrer à força, segundo um relatório anual dos serviços de informações dos Estados Unidos divulgado na quarta-feira.

Pequim não exclui o uso da força para o controlar, tendo intensificado os destacamentos de navios e aviões militares nas imediações da ilha.

Os serviços de informações norte-americanos “estimam que os líderes chineses não planeiam, nesta fase, lançar uma invasão de Taiwan em 2027, nem dispõem de um calendário definido para alcançar a unificação”, referiu o relatório anual de avaliação de ameaças.

No ano passado, responsáveis do Departamento de Defesa dos Estados Unidos tinham apontado 2027 como uma possível janela para um ataque. Contudo, a avaliação mais recente apresenta uma análise mais cautelosa da situação.

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“Em 2026, Pequim deverá continuar a procurar criar condições para uma eventual unificação com Taiwan, sem recorrer ao conflito”, indicou o documento.

Os responsáveis chineses reconhecem que uma invasão anfíbia de Taiwan “seria extremamente complexa e comportaria um elevado risco de fracasso, especialmente em caso de intervenção dos Estados Unidos”, segundo o relatório.

A China sustenta publicamente que a “unificação com Taiwan é essencial” para concretizar o objetivo de se tornar novamente uma grande potência “até 2049”, ano do centenário da República Popular, uma meta potencialmente mais distante, sublinham os autores.

Pequim tem em conta diversos fatores numa eventual decisão de invadir Taiwan, incluindo o nível de preparação militar, a situação política na ilha e a possibilidade de intervenção de Washington. Os Estados Unidos mantêm-se como o principal parceiro e fornecedor de armamento da ilha.

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