O réu, Taleb al Abdulmohsen, médico saudita de 51 anos residente na Alemanha desde 2006, foi considerado culpado de seis acusações de homicídio. Apesar de impor a pena máxima prevista na lei alemã, o tribunal não acolheu integralmente o pedido do Ministério Público para a aplicação imediata de prisão preventiva.
Segundo a acusação, Abdulmohsen conduziu deliberadamente uma viatura BMW X3 alugada contra a multidão que se encontrava no mercado de Natal de Magdeburgo, na tarde de 20 de dezembro de 2024. O Ministério Público sustentou que o ataque foi premeditado, ainda que sem motivação ideológica, apontando antes um ato de vingança pessoal.
Durante as alegações finais, o procurador-chefe Matthias Böttcher afirmou que o réu “se importava apenas consigo próprio”, acrescentando que o ataque terá sido motivado por frustração após a perda de um processo judicial no Tribunal Regional de Colónia contra membros de uma organização de apoio a refugiados. Uma perícia psiquiátrica concluiu que Abdulmohsen sofre de transtorno de personalidade narcisista.
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Em tribunal, o arguido admitiu ter planeado o ataque, mas negou ter atropelado pessoas de forma intencional. O julgamento contou com 109 testemunhas, oito peritos de várias áreas e a participação de 204 vítimas como assistentes, representadas por cerca de 40 advogados.
Devido à dimensão do processo e às exigências de segurança, o julgamento decorreu numa estrutura temporária construída especificamente para o caso, com cerca de 4.700 metros quadrados, capacidade para aproximadamente 700 pessoas e um nível máximo de medidas de segurança.