“A China está a acompanhar a situação provocada pelo sismo na Indonésia”, afirmou hoje, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, que assegurou que Pequim está pronta a prestar ajuda, sem detalhar para já que tipo de assistência poderá fornecer, dependendo das necessidades expressas pelas autoridades indonésias.
Questionado sobre a situação dos cidadãos chineses, após o sismo também ter sido sentido em Bali e noutros destinos turísticos do arquipélago indonésio, o porta-voz confirmou que “um pequeno número” de cidadãos chineses ficou ferido, sem fornecer para já mais detalhes.
O Consulado-Geral da China em Denpasar, capital de Bali, ativou o mecanismo de emergência de proteção consular e está a prestar assistência às pessoas afetadas, acrescentou Lin.
Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter abalou no sábado a ilha de Flores, no leste do arquipélago, com epicentro a 62 quilómetros de Ende, a localidade mais populosa da ilha, e causou pelo menos 53 mortos, 137 feridos. Mais de cinco mil pessoas foram retiradas de casa para abrigos temporários.
Desde então, foram registadas cerca de mil réplicas, tendo o governo provincial declarado o estado de emergência por um período de 14 dias para coordenar a ajuda com as autoridades centrais.
A Indonésia situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde se registam cerca de sete mil sismos, a maioria de intensidade moderada.