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China leva a julgamento por subornos ex-chefe do Partido Comunista

Jiang Chaoliang foi formalmente acusado de corrupção e levado a tribunal, num novo caso da campanha anticorrupção promovida por Pequim. O processo surge após uma investigação que identificou alegados benefícios indevidos ao longo da sua carreira no setor financeiro e político

Lusa - China

A China levou a julgamento por alegados subornos um antigo secretário provincial do Partido Comunista Chinês por alegado uso de cargos anteriores no sistema financeiro estatal e em governos locais para obter benefícios indevidos, foi ontem (dia 17) divulgado.

Segundo informou a Procuradoria Popular Suprema, a sua delegação em Nanjing (leste) apresentou a acusação num tribunal intermédio após concluir a investigação do caso, que tinha sido previamente transferido pela Comissão Nacional de Supervisão, principal organismo anticorrupção do Estado.

As autoridades acusam Jiang Chaoliang de ter aproveitado vários cargos ao longo da sua carreira, incluindo funções de direção em instituições financeiras estatais e responsabilidades em governos provinciais, para favorecer terceiros e aceitar subornos de montante “especialmente elevado”.

Jiang ocupou cargos de relevo no setor financeiro chinês antes de entrar na política, tendo sido governador da província nordeste de Jilin entre 2013 e 2016 e posteriormente secretário do Partido Comunista em Hubei entre 2016 e 2020.

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Em fevereiro de 2020, nas primeiras semanas da crise sanitária provocada pelo coronavírus, foi destituído deste último cargo no meio de críticas à gestão inicial do surto em Wuhan, capital de Hubei.

Em outubro de 2025, as autoridades anunciaram a sua expulsão do Partido e a destituição de cargos públicos após uma investigação por “graves violações da disciplina e da lei”, fórmula habitualmente utilizada em casos de corrupção.

O caso insere-se na campanha anticorrupção lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, desde a sua chegada ao poder em 2012, que atingiu funcionários de todos os níveis, desde quadros locais até dirigentes provinciais, altos responsáveis militares e gestores de grandes empresas estatais.

Em 2025, as autoridades investigaram 115 funcionários de nível provincial ou ministerial ou superior, segundo dados oficiais, num contexto de reforço do controlo disciplinar coincidindo com os preparativos para o 15.° Plano Quinquenal que definirá as políticas do país entre 2026 e 2030.

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