O terramoto ocorreu na aldeia de Diebu, uma prefeitura autónoma tibetana de Gannan, às 14h56 (06h56 em Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros, com o seu epicentro localizado a 34,06 graus de latitude norte e 103,25 graus de longitude leste, de acordo com a Rede Sismológica da China.
As inspeções iniciais após o tremor revelaram fissuras nos edifícios, levando as autoridades locais a organizar a realocação dos residentes das áreas de alto risco enquanto é realizada uma avaliação completa dos danos, conforme relatado pela agência de notícias estatal Xinhua.
O fornecimento de energia e água, bem como as comunicações, não foram afetados, de acordo com as mesmas fontes. Aproximadamente 350 pessoas de resposta a emergências, resgate e prevenção de desastres foram enviadas para a área afetada, enquanto as agências estatais de gestão de emergências ativaram uma resposta de emergência de nível IV.
Utilizadores das redes sociais em locais próximos relataram ter sentido o tremor, embora não tenham sido divulgadas imagens de danos significativos. A província de Gansu, localizada no oeste da China, fica numa das zonas mais sísmicas do país devido ao atrito entre as placas tectónicas eurasiática e indiana, particularmente em áreas próximas ao Himalaia e ao planalto tibetano.
O oeste da China, que inclui regiões como Xinjiang, Qinghai e Tibete, sofre frequentemente com atividade sísmica de magnitude média, embora o impacto seja geralmente limitado devido à baixa densidade populacional em muitas áreas montanhosas.
Em dezembro de 2023, um forte terramoto com magnitude de 6,2 em Gansu e na província vizinha de Qinghai resultou em mais de 150 mortes e danos materiais substanciais, marcando um dos terramotos mais mortíferos registados na China nos últimos anos.