Até dezembro de 2025, Macau registava mais de 6000 automóveis com volante à esquerda, número que deverá continuar a crescer. Contudo, as estradas locais foram tradicionalmente concebidas considerando hábitos de condução com volante à direita, o que faz com que condutores de volante à esquerda tenham maiores ângulos mortos, aumentando os riscos potenciais para condutores e peões.
Assim, propõe-se que o Governo avalie o planeamento viário existente e instale, em pontos nevrálgicos, equipamentos inteligentes de apoio, reforçando a segurança de condutores de volante à esquerda e de peões; que, nos procedimentos de “reconhecimento recíproco de cartas de condução”, se inclua formação obrigatória sobre regras de trânsito locais; e que, no desenho da Zona de Novos Aterros Urbanos e de futuras infraestruturas (como a rede associada à Linha Leste do metro ligeiro), se imponha a compatibilidade, desde a origem, entre a condução com volante à esquerda e à direita, eliminando riscos de forma estrutural.
Segundo a DSAT, a regra de circulação em Macau é “subir pela esquerda e descer pela direita”; nas zonas de circulação mista, como nos postos fronteiriços, já existem soluções e gestão de fluxos específicas. A Direcção continuará a acompanhar o aumento de veículos com volante à esquerda e, quando necessário, adotará medidas “adequadas ao local” para elevar a segurança de todos. Na vertente educativa, são disponibilizadas informações sobre regras de trânsito através do portal oficial, materiais gráficos e vídeos curtos, com apoio de canais do Interior da China para divulgação. Quanto ao planeamento futuro, nos novos arruamentos, incluindo os da Zona de Novos Aterros Urbanos, a Direcção articular-se-á com os serviços de obras, ponderando fatores de segurança e promovendo, na fase de projeto, a incorporação de compatibilidade entre diferentes hábitos de condução, salvaguardando a segurança.
Com a aceleração da mobilidade regional de pessoas e veículos, surgem novos desafios para a gestão do trânsito. Espera-se uma abordagem mais prospetiva e sistémica, da avaliação de riscos e educação obrigatória, para construir um sistema de transportes resiliente, capaz de lidar com a diversificação de especificações dos veículos. Com melhorias contínuas, a integração segura de veículos com volante à esquerda e à direita deve ser plenamente incorporada no desenho do planeamento urbano e da governação do trânsito, garantindo a segurança de todos os utilizadores das vias e promovendo ligações eficientes e seguras com a Grande Baía.
Aliança de Povo de Instituição de Macau