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Exploração da Inovação Tecnológica De Macau 2025: Delegações empresariais de Macau e Portugal estreitam laços

No dia 12 de novembro, a delegação de Macau marcou presença no Fórum de Tecnologia, Negócios e Networking, promovido pela Sands China. Empresários, investidores e autoridades portuguesas juntaram-se, criando um ambiente vibrante de diálogo e troca de experiências.

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A Exploração da Inovação Tecnológica de Macau em Lisboa 2025, realizada entre 10 a 14 de novembro, faz parte do apoio da Sands China ao Governo de Macau, no âmbito do desenvolvimento sustentável do turismo inteligente e indústrias de alta tecnologia. A iniciativa foi coorganizada pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e foi apoiada pelo Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT). A coordenação coube ao Centro de Incubação do Sands Resorts - uma iniciativa da empresa dedicada a descobrir e apoiar empresas locais inovadoras com potencial de desenvolvimento.

William Kuan, vice-presidente de Recursos Humanos da Sands China, era um dos cerca de 60 presentes no salão e destacou a importância do evento para a comunidade de Macau. “Ao criar sinergia entre diferentes talentos, transformamos o potencial individual em inovações coletivas”, afirmou. Segundo Kuan, iniciativas como esta não só promovem o crescimento das empresas locais, mas também reforçam a posição de Macau como hub de inovação na Ásia.

Por sua vez, Paulo Rios de Oliveira, membro do Conselho de Administração da AICEP, reforçou a posição estratégica de Macau como uma ponte entre Portugal, a China e o mundo lusófono. “Estamos prontos para trabalhar juntos, inovar juntos e construir parcerias duradouras”, afirmou, destacando o ecossistema de inovação português, que conta com mais de 4.000 startups e 100 incubadoras. Para Oliveira, esta infraestrutura representa uma oportunidade única para potenciar colaborações internacionais e expandir os negócios de forma sustentável, promovendo intercâmbio tecnológico e cultural entre os dois territórios.

Este Fórum deu também lugar a um debate sobre estratégias tecnológicas. O empresário português da COREangels, Rui Falcão, sublinhou a importância de aprofundar a cooperação em termos de investimento. “Se criarmos um grupo de negócios que possa apresentar startups locais e integrar uma rede internacional, poderemos co-investir e trazer as startups para cá, bem como fazer o processo inverso. O nível de investimento certo facilita todo o relacionamento e torna as parcerias muito mais visíveis e eficazes”, explicou.

Victor Leong, diretor geral da Vastcom – uma empresa de Macau -, destacou que a sua empresa iniciou a sua atividade “integrando tecnologias de terceiros”, mas, depois de experiências em conferências “como esta”, começou “a formar a sua própria equipa de desenvolvimento”, revelando “esperança” em parcerias com Portugal.

“Foi elaborado um plano de negócios para Macau, Hong Kong e a Área da Grande Baía, incluindo parcerias estratégicas e entrada no mercado local. Recentemente, a empresa colaborou com o Governo de Macau, utilizando inteligência artificial para analisar currículos e identificar correspondências de emprego, combinando tecnologia com intervenção humana”, acrescentou.

O bom ambiente de partilha ficou evidente nas conversas informais e no networking entre delegações, tanto antes, como depois do Fórum. Ken Lai, CEO da AKL Intelligence Technology, destacou a maturidade das startups presentes na Web Summit e no Fórum, realçando “o potencial de colaboração” com Macau. “Após o networking, consigo imaginar aplicações concretas na China continental e projetos conjuntos com empresas de Macau, criando soluções inovadoras que podem beneficiar mercados internacionais e locais”, salientou.

Johnny Au, da NetCraft Information Technology, reforçou que o Fórum permitiu não só aprender sobre novas tecnologias, mas também absorver experiências que podem ser aplicadas a nível local, como soluções de energias verdes, mobilidade elétrica e digitalização de serviços. “Não aprendemos apenas sobre novas tecnologias, mas também boas práticas e modelos de negócio que podem ser adaptados à realidade de Macau”, afirmou.

Calvin Sio, da Zence Object Technology, acrescentou que a participação no Fórum foi uma oportunidade para partilhar a experiência da sua empresa e explorar novas oportunidades de negócios sustentáveis na Europa. “Quero entender como a nossa tecnologia e os nossos modelos de negócio sustentáveis podem ser aplicados em Portugal e na Europa. Além disso, encontrei muitos parceiros de Macau e de Portugal e percebi como podemos colaborar e aprender uns com os outros, fortalecendo o ecossistema de inovação em ambos os territórios.”

Ao destacar experiências, tendências e tecnologias aplicáveis em Macau e Portugal, o evento reforçou o potencial de ambos os territórios para se tornarem polos complementares de inovação e desenvolvimento sustentável, capazes de gerar impacto económico e social positivo.

Clique AQUI para conhecer as histórias sobre a Exploração da Inovação Tecnológica de Macau em Lisboa 2025.

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