Segundo avança o “Público” nesta sexta-feira, as unidades de saúde familiar geridas por privados (USF-C) da região de Leiria e do Oeste estão a oferecer remunerações mensais acima dos 7200 euros brutos, incentivos financeiros ainda este ano, subsídio de alimentação de 200 euros e seguro de saúde. A proposta da empresa Knok – que vai concorrer a todos os concursos atualmente abertos para as USF-C – é mais atrativa do que as condições que os profissionais de saúde em início de carreira encontram nos centros de saúde com gestão pública quando atingem o nível máximo de incentivos.
Ao jornal, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Nuno Jacinto, admite que a “remuneração oferecida vai deixar muitos colegas a pensar” e questiona por que razão as unidades públicas não podem equiparar as propostas.
Para já, há três unidades locais de saúde – Leiria, Oeste e Algarve – com concursos a decorrer para as USF-C, ao mesmo tempo do que o concurso nacional para o recrutamento dos médicos de família. Este processo, que só fechou na semana passada, terminou com apenas 52 das 142 vagas ocupadas. A “luta” entre o público e o privado pelos mesmo profissionais de saúde foi criticada, mas a Administração Central do Sistema de Saúde rejeitou interferências entre os dois processos, alegando que “todas as soluções visam o único propósito de aumentar a cobertura de utentes com médico de família”. Mais de 60% dos lugares para medicina geral e familiar ficaram por preencher.
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