Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá ser alvo de um pedido de prisão preventiva, mas não por agora. Na avaliação das defesas e juristas ouvidos pela IstoÉ, a ida do presidente para o regime fechado poderá acontecer apenas após o processo transitar em julgado.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF por liderar a organização criminosa que articulou um plano golpista após a derrota do ex-presidente para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. No total, Bolsonaro terá que cumprir 27 anos e 3 meses de pena.
Após o resultado e a publicação do acórdão, as defesas terão cerca de cinco dias para apresentar os embargos de declaração, que serão apreciados, novamente, pelos ministros da Primeira Turma. Todo o processo de análise do recurso deve durar cerca de dois meses.
Advogados dos réus da trama golpista e juristas avaliam que a prisão definitiva de Bolsonaro só sairá entre novembro e dezembro. Eles também acreditam que, se confirmada a prisão, o ex-presidente deve seguir para a sede da Polícia Federal em Brasília e não para o presídio da Papuda, como indicado inicialmente.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira, 11, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na articulação da trama golpista. O placar foi de 4 a 1 pela condenação do ex-presidente.
Bolsonaro é apontado como o líder da organização criminosa e participou ativamente na elaboração da minuta do golpe para evitar a posse de Lula. Para a Suprema Corte, o ex-presidente participou de uma série de atos para tentar validar a tentativa golpista, como às críticas ao sistema eleitoral brasileiro para descredibilizar a confiabilidade das urnas eletrônicas.
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