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Antigo líder de Taiwan Ma Ying-jeou visita novamente a China na próxima semana

O antigo líder taiwanês Ma Ying-jeou, do partido da oposição Kuomintang (KMT), vai visitar a China entre 18 e 26 de dezembro, informou hoje o Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Governo chinês.

A porta-voz da agência, Zhu Fenglian, disse que Ma vai liderar uma delegação de jovens taiwaneses numa visita às províncias de Heilongjiang, no nordeste da China, e Sichuan, no centro, de acordo com o jornal local The Paper.

“A China tem uma longa história, uma cultura esplêndida, um vasto território e é o lar comum dos compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan”, disse Zhu, acrescentando que os “jovens de ambos os lados” são os “portadores do futuro e da esperança das relações” entre o continente chinês e a ilha.

Zhu manifestou ainda a esperança de que os jovens “trabalhem em conjunto para promover o intercâmbio e a cooperação” e “lutem pelo grande rejuvenescimento da nação chinesa”.

O anúncio da visita surge no mesmo dia em que o governo de Taiwan instou Pequim a “pôr imediatamente termo” à “intimidação militar e a todos os comportamentos irracionais que põem em perigo a paz e a estabilidade regionais”, face a um grande destacamento naval chinês no Pacífico, que as autoridades chinesas não confirmaram.

Nos últimos dias, a China tem estado em silêncio face ao que Taipé descreve como uma demonstração de poder militar, com vários navios da marinha e da guarda costeira chinesas a navegar numa área de aproximadamente mil quilómetros, que se estende de Xangai (leste) à província de Fujian (sudeste).

O destacamento naval surge poucos dias depois de o presidente de Taiwan, William Lai Ching-te, ter concluído uma digressão pelo Pacífico Sul com visitas aos três aliados de Taiwan na região – as Ilhas Marshall, Tuvalu e Palau – e escalas nos territórios norte-americanos do Havai e Guam, o que irritou a China.

Vários navios da marinha e da guarda costeira chinesas encontram-se numa área de aproximadamente mil quilómetros, que se estende de Xangai (leste) à província de Fujian (sudeste).

China e Taiwan viveram um momento de aproximação durante a presidência de Ma, entre 2008 e 2016, ao ponto de este ter realizado um encontro histórico em Singapura com o homólogo chinês, Xi Jinping, no final de 2015, o primeiro desde que as tropas nacionalistas se estabeleceram na ilha, após o fim da guerra civil chinesa, em 1949.

Ma e Xi voltaram a encontrar-se em abril deste ano, em Pequim. Nessa ocasião, o Presidente chinês reafirmou que “não há forças que possam separar Taiwan da China”.

Pequim reivindica a soberania sobre Taiwan, que considera um território rebelde desde que os nacionalistas do KMT se retiraram para a ilha em 1949, depois de terem perdido a guerra contra o exército comunista.

Plataforma com Lusa

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