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Exportações de pescado de Moçambique voltam a cair. Até quando poderão pesar as restrições da China

As exportações de pescado de Moçambique recuaram 18% no primeiro trimestre, prolongando a tendência registada em 2025. As restrições impostas pela China continuam a afetar produtos de maior valor, numa altura em que as metas anuais ainda estão longe de ser alcançadas

Lusa

A exportação pesqueira por Moçambique recuou 18% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2025, para 1.666 toneladas, condicionada pela continuidade de restrições da entrada da lagosta e do caranguejo na China, segundo dados oficiais.

Essa venda ao exterior totalizou, em valor, 8,7 milhões de dólares (7,5 milhões de euros), uma redução homóloga de 12%, de acordo com o relatório com dados das exportações do primeiro trimestre.

Só a exportação de lagosta recuou em quantidade 29%, para 29 toneladas, enquanto o caranguejo caiu 69%, para 30 toneladas, igualmente de janeiro a março.

“Esta redução deve-se a restrições da entrada da lagosta e do caranguejo no mercado asiático (China), problemas de colocação do lagostim e cefalópodes nos mercados tradicionais e baixa produção da tilápia de aquacultura como consequência do baixo caudal das águas da Albufeira de Cahora Bassa”, lê-se no mesmo documento.

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Para o exercício económico de 2026 foi estabelecido um plano de exportações de 9.200 toneladas de pescado diverso, das quais 8.250 toneladas de produtos de pesca e 950 produtos de aquacultura, metas concretizadas em menos de 20% no primeiro trimestre.

Só em gambas foram exportados 3,1 milhões de dólares (2,7 milhões de euros) em três meses de 2026, equivalente a 520 toneladas, um aumento de 15%, de caranguejo vivo cerca de 2,5 milhões de dólares (2,1 milhões de euros), em 625 toneladas, e em camarão um milhão de dólares (860 mil euros), com 101 toneladas.

As restrições impostas em mercados internacionais já tinham travado as exportações pesqueiras de Moçambique em 2025, que recuaram 18% face ao ano anterior, para 8.005 toneladas, segundo dados do Governo moçambicano noticiados anteriormente pela Lusa.

Esta quebra “deveu-se a restrições da entrada da lagosta viva no mercado asiático”, em concreto na China, bem como a “problemas de colocação do camarão, peixe e cefalópodes nos mercados tradicionais”, de acordo com dados da execução orçamental do ano passado.

O valor total de exportação pesqueira alcançado em 2025 ascendeu a 46,5 milhões de dólares (40 milhões de euros), menos 20% face a 2024.

Só a exportação de camarão rendeu a Moçambique no ano passado 16,3 milhões de dólares (14 milhões de euros), menos 17% num ano, equivalente a 1.631 toneladas, enquanto a lagosta recuou 19%, garantindo 2,5 milhões de dólares (2,1 milhões de euros), de 160 toneladas.

O Governo moçambicano espera uma estagnação na atividade de pesca em 2026, com um crescimento de residual de 0.3% nas capturas, para 549.533 toneladas, liderada pelo setor artesanal.

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