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Portugal estará na calha para isenção de vistos

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português diz ao PLATAFORMA que será o próximo Governo a abordar a isenção de vistos para a China. O embaixador chinês em Lisboa acredita que Portugal pode ser contemplado já na próxima lista

Gonçalo Francisco e Guilherme Rego

O PLATAFORMA perguntou ao Ministérios dos Negócios Estrangeiros em Lisboa se estava em negociações no sentido de integrar Portugal no lote de países com isenção de visto para a China. Isto depois do embaixador português em Pequim ter dito que “não entendia” o critério de seleção. No entanto, o MNE português remete essa questão para o próximo Governo, que inicia funções no próximo dia 2 de abril.

Já o embaixador chinês em Lisboa, Zhao Bentang, adianta que Pequim possa vir a incluir Portugal na próxima fase de isenção de vistos; num processo gradual que se baseia em critérios como o volume de trocas comerciais, intercâmbios pessoais e projetos de cooperação entre os dois países.

A 14 de março a China alargou a sua política experimental de isenção de vistos para a Suíça, Irlanda, Hungria, Áustria, Bélgica e Luxemburgo. Portugal é agora um dos poucos países da Europa Central que não foi incluído no lote, depois de numa primeira fase Pequim ter isento de vistos a Espanha, França, Alemanha, Itália e Países Baixos.

O embaixador português em Pequim, Paulo Nascimento, não acredita que haja “discriminação negativa, no sentido de dizer que a China está a fazer isso para sinalizar alguma coisa a Portugal”. Contudo, admitiu à Lusa que iria pedir uma consulta específica às autoridades chinesas sobre a decisão.

“De acordo com as necessidades”

“Na próxima fase, com a ampliação, acho que Portugal vai integrar a lista de isenção de vistos [de entrada na China], projeta Zhao Bentang. “Para promover uma medida, uma política, é sempre necessário um processo gradual”, justificou o diplomata, em declarações à agência Lusa, notando que os primeiros países na lista de Pequim “têm maior quantidade de intercâmbios pessoais e de negócios, mais projetos de cooperação”; logo, maior necessidade de deslocações à China. Esta é uma política implementada “de acordo com as necessidades reais”, frisou o diplomata.

Atualmente, desconhece-se a próxima data para a revisão dos países isentos de vistos; contudo, Zhao Bentang garantiu que o relacionamento entre Portugal e a China “não tem problemas, nem obstáculos”, tendo sido implementadas várias medidas para facilitar a obtenção de vistos.

Depois de conhecido o recente alargamento de isenção de vistos – para estadias de até 15 dias – o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês respondeu à Lusa que “sempre mostrou abertura à expansão dos intercâmbios interpessoais com os países estrangeiros”; declarando-se disponível para reforçar a comunicação com Lisboa no sentido de “aumentar a facilidade dos intercâmbios interpessoais bilaterais”.

Zhao Bentang espera que os países estrangeiros “possam oferecer medidas de facilitação ao povo chinês”, acrescentando ainda que “quando os amigos portugueses querem viajar ou fazer negócios na China (…) não existe nenhum obstáculo” quanto à obtenção de vistos para cidadãos de “um país amigo e parceiro estratégico”.

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