O coronel aposentado russo Andrei Demurenko, 68, é uma espécie rara. Formado na antiga União Soviética, foi o único oficial do país a se graduar pela escola de comando do Exército dos Estados Unidos, serviu na força de paz das Nações Unidas na Guerra da Bósnia (1992-1995) e, por tudo isso, foi preterido na hora de virar general.
Após uma bem-sucedida carreira civil no serviço público, decidiu ser voluntário quando os mísseis de Vladimir Putin começaram a cair sobre a Ucrânia, há pouco mais de dois anos. Conseguiu um posto de comando e acabou ferido com seriedade na cabeça, interrompendo sua volta à ativa.
“Eu quero voltar à Ucrânia”, diz Demurenko, para desespero de sua mulher, a farmacêutica Dina, 66. Eles receberam a Folha em sua agradável casa nos subúrbios de Moscou no domingo (10). Entre uma farta refeição georgiana e goles de um insondável destilado russo, repassaram a história do coronel.
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