A organização Noyb – acrónimo de “None of Your Business” (“Não é da tua conta”) -, sediada em Viena, afirmou que apresentou a queixa junto da Autoridade de Proteção de Dados austríaca em nome de um utilizador do LinkedIn que pretende aceder aos seus dados.
O utilizador exige uma “resposta completa ao seu pedido de acesso”, indicou o grupo, acrescentando que também solicita a aplicação de uma multa ao LinkedIn.
Segundo a Noyb, a plataforma, propriedade da Microsoft, invoca preocupações de proteção de dados para não cumprir os pedidos de acesso.
Ao mesmo tempo, a empresa solicita que os utilizadores subscrevam o seu serviço premium pago caso queiram saber quem visitou as suas páginas de perfil, afirmou a Noyb.
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“As pessoas têm o direito de receber os seus próprios dados gratuitamente”, declarou o advogado de proteção de dados da Noyb, Martin Baumann.
A legalidade do rastreio de visitantes é “incerta”, uma vez que a empresa não solicita consentimento ativo, acrescentou a organização.
A Noyb já lançou centenas de processos judiciais que frequentemente levam a ações por parte das autoridades reguladoras contra gigantes tecnológicos.
O grupo iniciou a sua atividade em 2018, com a entrada em vigor do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia, que visa facilitar o controlo dos cidadãos sobre a forma como as empresas utilizam a sua informação pessoal.