Charlotte, uma fêmea de raia da espécie Urobatis halleri com idade estimada em 12 anos que vive no local, apareceu “grávida” —sim, alguns peixes, como algumas espécies de raias e tubarões, carregam os filhotes na barriga que nem as mamães humanas, em um processo conhecido como viviparidade.
O que poderia ser uma coisa comum, já que o aquário é conhecido por ter muitos animais que vivem e se reproduzem ali, intrigou os cuidadores, já que ela era a única da sua espécie no aquário, sem nenhuma raia macho que poderia ser o pai de sua prole.
“O que é único sobre Charlotte é que não temos uma raia macho”, disse Brenda Ramer, diretora do Aquarium & Shark Lab (aquário onde a Charlotte vive) em um vídeo no Facebook.
A história da raia Charlotte é um caso raro de um fenômeno que os cientistas chamam de partenogênese. Essa palavra um pouco esquisita significa, em grego, “geração virgem”, ou seja, quando espécies animais se reproduzem sem que haja fecundação —ou o “namoro” entre eles.
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