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Empresário pede luz verde para construção de hotel na Ilha Verde

O propietário de um terreno na Colina da Ilha Verde onde se encontra um mosteiro histórico solicitou ao governo de Macau uma troca de terrenos que permita a construção de um hotel na área

O proprietário da Companhia de Desenvolvimento Wui San Limitada afirmou ter submetido uma proposta de desenvolvimento ao Governo da RAEM, pedindo a troca de um terreno onde se encontra o Mosteiro da Ilha Verde, por outros terrenos na área onde projeta a construção um hotel, teleférico turístico, uma roda-gigante e unidades residenciais.

Numa conferência de imprensa na terça-feira, a companhia apresentou o seu plano de desenvolvimento para a área da Colina da Ilha Verde.

Segundo a All About Macao, o CEO da Wui San, Fu Wai Kit, afirmou que o plano de desenvolvimento ocuparia a “área em redor da área de conservação”, que inclui uma área de conservação ecológica natural e uma área para revitalização do património histórico e cultural onde se encontra o convento.

Fu ressalvou que o desenvolvimento de todo o plano envolveria uma troca de terrenos com o governo da RAEM, incluindo o Armazém Midway no norte e o matadouro no sul da Colina da Ilha Verde, localizados em terrenos do Governo.

O empresário afirmou que, segundo o plano da empresa, dois terços da área da Colina da Ilha Verde seriam preservados, com a troca da área em que se encontra o mosteiro usada para a troca de terrenos e para viabilizar o projeto.

O projeto ocuparia uma área total de cerca de 110.000 metros quadrados e seria dividido em quatro distritos, incluindo um distrito ecológico e residencial, um distrito de conservação de património ecológico natural, um distrito de revitalização do património histórico e cultural e um distrito cultural e de lazer à beira-mar.

O plano de desenvolvimento ocuparia a “área em redor da área de conservação”, que inclui uma área de conservação ecológica natural e uma área para revitalização do património histórico e cultural onde se encontra o convento Foto All About Macao

Fu afirmou que a empresa já investiu uma grande quantidade de capital e mão de obra para realizar trabalhos de conservação e detinha dívidas acumuladas de 10 milhões de patacas, avisando que por razões financeiras, de mão de obra e técnicas, a empresa não era mais capaz de continuar os trabalhos de conservação.

O empresário destacou que a responsabilidade do governo pela conservação do património deveria ser realizada por meio de aquisição pública, troca de terrenos ou outros meios de compensação. Fu criticou também o governo pelo que descreveu serem esforços insuficientes na conservação da Colina da Ilha Verde e pela falta de compensação aos proprietários.

Embora a empresa tenha acumulado várias dívidas, Fu enfatizou que a empresa continua confiante de que poderá atrair investidores e parceiros para o plano de desenvolvimento da Colina, destacando que uma vez que o plano de desenvolvimento seja confirmado, uma grande quantidade de financiamento social surgirá para apoiar o projeto.

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