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Impor medidas comerciais restritivas só gera mais riscos, diz porta-voz chinês

Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse na terça-feira que alguns países têm pressionado pela dissociação e corte de cadeias de suprimentos sob o pretexto de segurança e impondo medidas de restrição comercial em nome da "redução de riscos" que acabam apenas por aumentar os riscos existentes

A primeira-vice-diretora administrativa do FMI, Gita Gopinath, disse a 11 de dezembro que cerca de 3.000 medidas de restrição ao comércio foram impostas no ano passado, quase três vezes o número imposto em 2019. Se a economia global se fragmentar em dois blocos, as perdas globais são estimadas em cerca de 2,5 a 7 por cento do PIB global.

Em resposta a uma pergunta relacionada, a porta-voz Mao Ning disse numa conferência imprensa diária que o protecionismo comercial não é propício ao livre fluxo de bens, serviços e capital, distorce a alocação de recursos e prejudica os interesses dos consumidores.

Ao mesmo tempo, prejudica a eficiência produtiva e à recuperação e desenvolvimento da economia mundial, com a porta-voz a descrever como “preocupante” que alguns países têm pressionado pela dissociação e corte das cadeias de suprimentos sob o pretexto de segurança e impondo medidas comerciais restritivas em nome da “redução de riscos”, algo que considerou só tornará o mundo menos seguro.

Segundo Mao, como enfatizado pelo presidente chinês, Xi Jinping, num mundo cada vez mais interdependente e integrado, onde os países formam uma comunidade de interesses compartilhados, a abertura, a inclusão e a cooperação ganha-ganha são a única opção viável.

A China está sempre comprometida em construir uma economia mundial aberta e em promover firmemente a abertura de alto nível, disse ela, acrescentando que a China sempre acredita que a ausência de cooperação é o maior risco e o fracasso em se desenvolver é a maior ameaça à segurança.

Mao concluiu que a China está pronta para trabalhar com todas as partes para realizar o desenvolvimento e a prosperidade comuns por meio de consultas iguais e cooperação mutuamente benéfica

Plataforma com Xinhua

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