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Gases com efeito de estufa aumentam face a 2021

A qualidade do ar da região do Delta do Rio das Pérolas melhorou face a 2006. Contudo, a emissão de gases com efeito de estufa tem aumentado, segundo o relatório conjunto publicado por Guangdong, Hong Kong e Macau

Nelson Moura

O relatório anual sobre a qualidade do ar da região do Delta do Rio Pérolas indica que a melhoria gradual da qualidade do ar registada desde 2006 continuou em 2022. A avaliação foi realizada com base na Rede de Monitorização da Qualidade do Ar de Guangdong-Hong Kong-Macau para a Região do Delta do Rio das Pérolas, que entrou em funcionamento em novembro de 2005.

De acordo com o relatório, quando comparados com 2006, os valores médios anuais de concentração de Dióxido de Enxofre (SO2), Partículas PM10 e Dióxido de Azoto (NO2), desceram 86 por cento, 52 por cento e 45 por cento, respetivamente. No entanto, o valor médio anual de concentração de Ozono (O3) em 2022 aumentou 39 por cento relativamente ao ano de 2006, com o relatório a sublinhar que a “poluição fotoquímica na região precisa de ser melhorada”.

Em setembro de 2014, foi adicionada a monitorização de dois poluentes atmosféricos (Monóxido de Carbono (CO) e Partículas PM2,5), com o relatório a indicar que os valores médios anuais de concentração de CO e de Partículas PM2,5 registados em 2022 diminuíram 16 por cento e 38 por cento, respetivamente. No entanto, os valores de CO na região aumentaram de 2021 para 2022. A rede de monitorização do ar da Região é constituída por 23 estações de monitorização da qualidade do ar, instaladas na Província de Guangdong, Hong Kong e Macau, visando, assim, monitorizar os seis principais poluentes atmosféricos: Dióxido de Enxofre (SO2), Dióxido de Azoto (NO2), Ozono (O3), Partículas PM10, Partículas PM2,5 e Monóxido de Carbono (CO).

Retrocessos recentes

Apesar da melhoria apresentada no relatório durante um período de comparação temporal mais extenso, dados recentes da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) mostram um retrocesso entre 2021 e 2022. O Relatório do Estado do Ambiente de Macau 2022 da DSPA indica que a emissão de gases com efeito de estufa aumentou em 2022, assim como os dias em que se respirou em Macau ar insalubre. A proporção de dias com qualidade do ar classificada de “bom” e de “moderado” no total de dias monitorizados em 2022 foi de 91,8 por cento ao longo do ano passado.

No entanto, entre 8 a 33 dias foram classificados de “insalubre” com 1 a 3 dias “muito insalubres”, segundo os registos das estações ambientais da Taipa e Coloane, e na Berma da Estrada de Ká-Hó. Em 2022 o dióxido de carbono (CO2) dominou as emissões de gases com efeito de estufa, correspondendo a mais de 94,7 por cento do total de emissões, com as restantes emissões a corresponderem a óxido nitroso e metano. No geral, o valor estimado das emissões de gases com efeito de estufa subiu em relação a 2021, na sequência do aumento de cerca de 40 por cento da produção local de eletricidade.

A endividar esforços

De acordo com as autoridades da RAEM, a maioria dos esforços para diminuir a contribuição da cidade para a poluição atmosférica da região passam por um maior controlo das emissões de veículos locais e incentivos à sua substituição por veículos movidos a energias amigas do ambiente.

As autoridades locais sublinham a sua intenção em rever e otimizar os valores-limite de emissão para novos veículos importados e veículos em circulação; incentivar os proprietários a abater os motociclos e ciclomotores obsoletos altamente poluidores através do plano de apoio financeiro; e promover ativamente o uso de veículos elétricos.

No geral, o valor estimado das emissões de gases com efeito de estufa de 2022 subiu em relação a 2021, na sequência do aumento de cerca de 40 por cento da produção local de eletricidade.

Realça-se também o aperfeiçoar das instalações complementares destinadas ao uso de veículos elétricos, e a implementação gradual de limites de emissão de poluentes atmosféricos e os regulamentos de fiscalização para vários estabelecimentos industriais e comerciais importantes. No que toca às regiões vizinhas, o Governo de Hong Kong está a preparar-se para alterar a legislação relevante de modo a restringir os limites de compostos orgânicos voláteis (COVs) de 22 tipos de tintas arquitetónicas regulamentadas e estender a regulamentação de COVs aos produtos de limpeza. Os COVs constituem substâncias químicas que apresentam alta pressão de vapor à temperatura ambiente. Como evaporam rapidamente na atmosfera, podem ser absorvidos pelos pulmões através da respiração.

Além de implementar também controlos mais apertados de emissões de COVs em fábricas, armazéns de petróleo, e empresas químicas de petrificação, a província de Guangdong e promoveu o controlo de caldeiras industriais e de fornos; a supervisão ambiental de camiões movidos a diesel nas principais empresas de uso de veículos; e as inspeções de conformidade para novos veículos produzidos.

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