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Partilhar as novas oportunidade em Hengqin

Liu XianfaLiu Xianfa*

Assim como o brilho do sol pode ser refletido numa gota de água, Hengqin é o reflexo da nova era de desenvolvimento e abertura de alto nível da China. Esta ilha, outrora atrasada e com apenas algumas aldeias, está agora a tornar-se um forte centro de desenvolvimento e de cooperação internacional.

Para entender melhor o histórico de desenvolvimento e futuro de Hengqin, especialmente o seu enorme potencial, gostaria de partilhar quatro histórias.

Primeiro, a história de Macau. O ano de 2024 marca o 25.º aniversário do regresso de Macau à pátria. Apesar de pequena, Macau tem escrito uma história esplêndida desde 1999.

O seu PIB per capita aumentou de 15.000 USD para 44.000 USD, e o seu sistema de saúde é classificado como um modelo na região da Ásia-Pacífico pela OMS, com a expetativa de vida masculina e feminina nos 81,3 anos e 87,1 anos, respetivamente.

Um enorme progresso foi registado também a nível da educação, ciência e tecnologia, cultura e arte. Como resultado, a satisfação dos residentes subiu notavelmente. A história de Chui Lok I, um jovem funcionário público de Macau, é um exemplo disso.

Em 2021, por indicação do Governo Central, Chui foi trabalhar no Secretariado da ONU. Nos últimos dois anos, comprometeu-se a apresentar a voz da ONU e a sua visão de paz e cooperação. Recebeu grande aclamação do Secretariado da ONU e representa bem o talento, visão e o espírito das gerações jovens locais.

Em segundo lugar, a história da Área da Grande Baía (GBA). Guangdong, Hong Kong e Macau são as regiões mais internacionalizadas, com maior dinamismo económico e maior abertura da China.

Há anos que o Governo Central tem vindo a promover a cooperação entre os três, com um progresso sólido, especialmente após a assinatura do Acordo-Quadro para o Reforço da Cooperação Guangdong-Hong Kong-Macau e Promoção da Construção da Grande Baía, em julho de 2017.

Em 2022, o PIB da Grande Baía ultrapassou 13 biliões de renminbis. A região possui 24 empresas listadas na Fortune Global 500 e quatro portos com uma capacidade de processamento de mais de 100 milhões de toneladas. O desenvolvimento de Hengqin, Qianhai e Nansha está em pleno andamento.

O que é particularmente gratificante é que este rápido aglomerar de recursos para inovação científica e tecnológica vai certamente aumentar a competitividade internacional da GBA. Estamos confiantes de que, com a coordenação inter-regional de ‘Um País, Dois Sistemas, três territórios aduaneiros e três moedas’, o dinamismo e a criatividade serão fortalecidos e convertidos em vantagens competitivas.

Em terceiro lugar, temos a história do caminho chinês para a modernização. A China completou em cerca de 70 anos um processo de industrialização que outros países desenvolvidos levaram vários séculos a atingir, registando dois milagres de rápido crescimento económico e estabilidade social duradoura.

Em 2022, o PIB da China ultrapassou 120 biliões de renminbis, representando 19 por cento do total mundial. A China contribui anualmente com mais de 30 por cento para o crescimento global desde 2013.

Além disso, subiu para o 11º lugar no Índice Global de Inovação 2022. Veja-se o exemplo de Shaoguan, uma cidade da província de Guangdong a cerca de 200 quilómetros daqui.

Um hub nacional de megadados começou a operar em agosto do ano passado, como parte do novo Projeto Nacional de Canalização de Recursos Computacionais do Oriente para o Ocidente, transformando uma antiga via postal numa via moderna para dados. Este é também um epítome do caminho chinês para a modernização.

Esta modernização certamente trará muito mais oportunidades para a cooperação internacional e pode beneficiar a paz e o desenvolvimento global.

Finalmente, temos o desenrolar da história de Hengqin, que é sustentada e impulsionada pelas três histórias descritas acima.

Desde o lançamento oficial da Zona de Cooperação Aprofundada, em setembro de 2021, uma série de grandes progressos foram atingidos. Com mais políticas financeiras, alfandegárias e facilitadoras de investimento prestes a ser lançadas este ano, certamente possui um futuro cada vez mais brilhante e muito além da nossa imaginação.

Eu próprio e os meus colegas do Comissariado faremos todos os esforços para trabalhar com todos os cônsules gerais, líderes de conselhos empresariais em Macau e Hong Kong de modo a facilitar o intercâmbio e a cooperação, promover e apoiar empresas, investidores, artistas, cientistas, engenheiros, etc., a irem trabalhar e viver na Zona de Cooperação. Juntos vamos escrever um novo capítulo na história de desenvolvimento de Hengqin.

*Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China na RAE de Macau

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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