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Importância da liberalização dos transportes aéreos na globalização e competitividade turística

José Pereira CoutinhoJosé Pereira Coutinho*

O turismo é, indiscutivelmente, uma das maiores indústrias do mundo e contribui para a criação de postos de trabalho, representando mais de 10 por cento do total de emprego de todo o mundo. Os gastos dos turistas em alimentação, alojamento, transporte, lazer e compras não só criam rendimentos para o destino turístico, como também promovem a empregabilidade, ainda que podendo esta ser sazonal.

É de salientar que o sucesso da indústria do turismo está intimamente relacionado com uma boa rede de transportes aéreos que permita uma ligação rápida, direta e confortável para os turistas. Neste aspeto, os aeroportos e as rotas aéreas são cada vez mais importantes para a competitividade das cidades e regiões na economia global e cada vez mais internacional. A oferta de ligações frequentes para destinos diversificados vai originar o aumento do contacto entre empresas de diferentes regiões, atrair novos investimentos e áreas de negócio como aqueles relacionados com as áreas financeiras, de serviço ou novas tecnologias.

O transporte aéreo tem assumido um papel fundamental neste contexto, sendo considerado uma das principais causas de desenvolvimento de muitos destinos turísticos, contribuindo para a melhoria das acessibilidades, cativando determinados segmentos de procura turística, como por exemplo o turismo de saúde e bem-estar. Na RAEM, os serviços aéreos podiam ser prestados de acordo com os desejos e as necessidades dos passageiros em vez de obedecerem a regras monopolistas e dependência de intervenção governamental como tem acontecido nestas últimas mais de duas décadas, sendo que o transporte aéreo da RAEM tem um papel fundamental para o progresso do turismo internacional.

Não podemos ignorar que o principal mercado no que concerne ao transporte de passageiros continua a ser o norte americano, seguido do asiático, europeu e do médio oriente. Apesar de atualmente o mercado europeu e asiático se encontrarem muito próximos, é expectável que o mercado asiático se torne a segunda região em termos de transporte aéreo, visto que apresenta taxas de crescimento superiores a todas as outras regiões.

No que concerne à competitividade na atração de turistas elas inserem-se em quatro áreas cruciais: o ambiente em que o turismo de Macau está inserido como fator atrativo, a rede de infraestruturas de transportes aéreos e a qualidade da hospitalidade, a competitividade dos preços e o combinado de vantagens comparativas refletidas pela natureza, componente histórica e cultural do destino.

Exemplificando, para uma unidade hoteleira é irrelevante se o hóspede viajou por motivos profissionais, lazer ou curiosidade de conhecer o local, contudo o que varia é saber se foi da forma mais conveniente e atrativa de ter chegado ao destino. Assim, é possível perceber que o conceito de turista é complexo em consequência da dificuldade em enquadrar no mesmo conceito realidades, por vezes, muito distintas, mas com pontos comuns inseparáveis e gerando fenómenos semelhantes, mas nem sempre produzindo resultados iguais.

*Deputado da Assembleia Legislativa de Macau/Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau

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