Quanto ao combate à corrupção, Bali Chionga reitera que deve continuar. Pois, num passado recente, prejudicou as estruturas mais importantes do país. Finalizando, admitiu que a estratégia do presidente do MPLA, no partido, continua a aumentar os índices de democraticidade Hoje, quem circula por Luanda e arredores depara-se com crianças de rua, o que estará a faltar?
Primeiro temos que admitir que as condições sociais em Angola não são tão boas como as que desejamos. Claramente, apesar dos esforços do Executivo, temos pobreza. Os dados devem ser reconhecidos, indicam que o índice aumentou, mas também precisamos olhar para a forma como cuidamos das nossas crianças, porque, de facto, já não há tanta criança de rua, mas temos crianças na rua; é um fenómeno que tem de ser analisado na sua complexidade.
Por exemplo, há crianças na rua, porque existe uma espécie de desestruturação de famílias. Temos também o fenómeno da violência contra as crianças muito ligados a questões, não diria culturais, mas de violên- cia doméstica. Há crianças que são acusadas de feitiçaria e tudo mais. Isso pressupõe dizer que não é só a nível económico que justifica a existência de crianças na rua.
Por isso é que o país e Luanda, essencialmente, têm muitos centros de acolhimento. Esses centros fazem o trabalho necessário para tirar as crianças da rua, e depois se fazer a reunificação familiar. Em princípio, o lugar onde as crianças devem crescer e se desenvolverem é na família.