EUA e aliados denunciam 'crescente assédio' a jornalistas na Rússia

EUA e aliados denunciam ‘crescente assédio’ a jornalistas na Rússia

Os Estados Unidos e vários países ocidentais denunciaram ontem o “crescente assédio a jornalistas e meios de comunicação independentes na Rússia”, pedindo a Moscovo que “garanta a liberdade de imprensa”

Os EUA e aliados falam do assédio aos jornalistas na Rússia. “Este ano, as autoridades russas detiveram sistematicamente jornalistas que cobriam as manifestações a favor do opositor preso Alexei Navalny e os trataram com brutalidade”, afirmaram 18 países, entre eles Alemanha, Canadá, França e Reino Unido, em um comunicado conjunto em nome da coalizão pela liberdade da mídia.

Entre as acusações, citam também a decisão de expulsar uma jornalista da rádio britânica BBC e a inclusão de diversos veículos de comunicação na lista russa de “agentes estrangeiros”, que, segundo eles, visa “impedir que os russos tenham acesso a informações independentes”.

“Pedimos ao governo russo que ponha fim à repressão de vozes independentes, que cesse os processos contra jornalistas e veículos com fins puramente políticos e que liberte todos os que estão detidos injustamente”, insistem os países no comunicado.

Também parabenizam mais uma vez Dimitri Muratov, editor-chefe do jornal crítico Novaya Gazeta, que recebeu o Prémio Nobel da Paz ao lado da jornalista filipina Maria Ressa. “Este prémio destaca o importante trabalho de todos os jornalistas independentes” na Rússia e sua luta “pelos direitos humanos”, apontam no texto.

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