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O problema dos refugiados

Johnson ChaoJohnson Chao*

Com as forças talibãs a assumirem o poder no Afeganistão, seguir-se-á uma crise de refugiados. Vários vídeos que circulam online têm chocado o público, com imagens de afegãos a correrem atrás de aviões militares no aeroporto de Cabul, capital do país. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) apela aos países mais próximos do Afeganistão para continuar a abrir as fronteiras, afirmando estarem prontos a assistir estes governos nos reforços humanitários que forem precisos. Porém, a Chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou já que não planeia receber refugiados do país em questão.  

O problema dos refugiados não vai ser resolvido por uma nação apenas. De acordo com o ACNUR, entre os 26,4 milhões de refugiados em 2020, 86% estão em países desenvolvidos. Cerca de metade dos refugiados têm menos de 18 anos. Os cinco principais países a receber refugiados, totalizando 9,4 milhões, são a Turquia, Colômbia, Paquistão, Uganda e Alemanha.  

Desta vez, o Reino Unido, Estados Unidos e Canadá já anunciaram que vão receber refugiados afegãos, incluindo pessoas que auxiliaram as forças militares no Afeganistão, como civis, intérpretes e ativistas.  

O Afeganistão também partilha fronteira com zonas da província chinesa de Xinjiang e, no passado, a China recebeu refugiados do país. Em 1979, durante a guerra entre a União Soviética e o Afeganistão, a China abriu as portas a 60 mil refugiados. Nos últimos anos, recebeu ainda 40 mil refugiados rohingya, de Myanmar, depois dos conflitos armados no país.  

A crise humanitária no Afeganistão continua, juntamente com o ressurgimento de casos de Covid-19 em várias regiões. A sabedoria humana irá mais uma vez ser posta à prova, e apenas trabalhando em conjunto conseguiremos encontrar uma saída.  

*Editor da edição chinesa do PLATAFORMA

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