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AliExpress acelera expansão no Brasil

A AliExpress, propriedade do grupo tecnológico chinês Alibaba, quer acelerar o ritmo de expansão no Brasil, de acordo com Yan Di, o gestor do site de comércio eletrónico no Brasil.

Com 150 milhões de utilizadores ativos em mais de 220 países, a AliExpress quer adaptar o modelo de comércio eletrónico chinês ao Brasil, e aumentou o número de voos de carga fretados a partir da China, a fim de reduzir o tempo de entrega de encomendas.

A empresa também criou um centro de atendimento ao cliente em português e tem vindo a adotar a política de devolução gratuita de compras, disse Yan Di à publicação Época Negócios.

Yan adiantou que 90% dos consumidores brasileiros de compras online conhecem a marca, de acordo com dados de um inquérito recente realizado pela empresa, e 60% dos utilizadores da plataforma têm até 35 anos, sendo o preço e a variedade os principais fatores de seleção de produtos.

Segundo Yan, a variedade de artigos no AliExpress é dez vezes maior do que a de outros serviços de comércio eletrónico no Brasil. “Sabemos que o brasileiro adota a questão do preço como um fator decisivo e, durante a pandemia, com o desemprego, este fator tornou-se ainda mais essencial”, disse Yan Di à publicação.

“O diferencial da AliExpress é que somos capazes de ligar o consumidor à maioria dos comerciantes chineses, pelo que é possível comprar produtos com preços de fábrica e com muito mais variedade do que aqui no Brasil”, assinalou.

Só na Black Friday de 2020, as receitas da empresa cresceram 100%, mesmo no meio da pandemia de Covid-19. Com as mudanças provocadas pelo isolamento social, a venda de produtos como a webcam, obrigatória para reuniões à distância, cresceu 38%.

Contudo, o executivo salientou que, apesar de ser um mercado com grande potencial, o Brasil ainda tem obstáculos a ultrapassar para crescer no comércio eletrónico, tendo atualmente um volume comercial 30 vezes menor do que o da China.

“Olhando para a realidade brasileira, ainda vemos uma infraestrutura física precária, principalmente em autoestradas, caminhos-de-ferro e outras modalidades de entrega de mercadorias”, acrescentou.

Yan Di disse acreditar que o Brasil precisa de se adaptar para acompanhar os desenvolvimentos no mundo do comércio eletrónico pós-pandémico, nomeadamente para experiências de compra mais otimizadas e personalizadas, de acordo com as necessidades de cada consumidor.

Novas modalidades de vendas online, como o comércio ao vivo, também devem ganhar ímpeto com a chegada do 5G, previu.

“A AliExpress está a investir no mercado brasileiro e isto mostra a vontade de Alibaba de estudar as exigências locais e adaptar os negócios para ajudar a acelerar o ritmo do crescimento nacional”, concluiu o responsável.

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